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Tunga (1952 - 2016)

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Biografia do Artista

Escultor, desenhista e artista performático. Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão (1952: Palmares, PE). Filho do jornalista e escritor Gerardo de Mello Mourão, veio para o Rio de Janeiro ainda jovem. 1969-74 – Cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. Deu início à sua carreira artística ainda durante o curso universitário, produzindo desenhos e esculturas. Desde cedo revelou ousadia temática, como na série Museu da Masturbação Infantil, sua primeira exposição individual, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em 1974. Na segunda metade da década produziu objetos tridimensionais e realizou instalações, nas quais utilizava-se de uma grande variedade de materiais (lâmpadas, fios elétricos, materiais isolantes), justapondo-os com rigor formal. 1976-80 – Colaborou com a revista Malasartes e com o jornal A Parte do Fogo. 1980 – Apresentou a instalação Ao, na qual exibia sequências repetidas de um filme feito no interior de um túnel, que provocavam no espectador a sensação de movimento circular infinito e sem comunicação com o exterior. Em instalações criadas posteriormente voltaria a produzir ambientes inusitados e fantásticos, buscando extrair sentidos simbólicos de situações que se desviam da normalidade, como em Xipófagas capilares entre nós (1985) e Vanguarda Viperina (1986). Início da década de 1980 – Detentor de sólida formação teórica e filosófica, realizou conferências em instituições universitárias do Rio de Janeiro. Sua erudição e embasamento teórico se refletiu numa produção artística crescentemente conceitual, envolvendo pesquisas em diferentes áreas do conhecimento e apresentando interfaces com a literatura, a filosofia, a psicanálise e o teatro, e mesmo com as ciências exatas e biológicas. Ao mesmo tempo, foi capaz de articular influências estéticas heterogêneas buscadas em diferentes momentos da história da arte, como o barroco, o romantismo e as vanguardas modernistas. Durante a década de 1980, suas obras passaram a apresentar um caráter auto-referente, o que levou o próprio artista a defini-las como um conjunto de trabalhos ligados entre si. Essa característica foi levada ao extremo no vídeo Nervo de Prata (1987), feito em parceria com Arthur Omar. Deu tratamento original ao trabalho escultórico, que segundo o crítico Carlos Basualdo foi concebido por Tunga “não só como o volume estático, mas também como o agrupamento destas formas em expansão e a relação entre elas”. Sua obra acabou por ganhar repercussão internacional, levando-o a expor em importantes espaços destinados às artes plásticas na Europa e nas Américas. Em 1982, dividiu o Pavilhão Brasileiro da 41ª Bienal de Veneza com o escultor Sérgio Camargo. No exterior realizou exposições individuais no Museu de Arte Contemporânea de Chicago (1989); na Whitechapel Gallery, em Londres (1989); no Museu de Arte Contemporânea de Nova York (1994); no Centro Cultural Recoleta, em Buenos Aires (1999); no LarJeu de Paume, em Paris (2001); na Luhring Augustine Gallery, em Nova York (2002); na Pirâmide do Louvre, em Paris (2005); e no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York (2007), entre muitos outros locais. Paralelamente, participou de mostras coletivas em instituições como o Stedelijk Museum, na Holanda (1989); Jeu de Paume, em Paris (1992); Moma, em Nova York (1993); e Ludwig Museum, na Alemanha (1993); bem como da Documenta Kassel, Alemanha (1997) e da bienais de Havana, em Cuba (1994); de Kwang-Ju, na Coréia (2000), e de Lyon, na França (2000). Início dos anos 90 – Recebeu os prêmios Brasília de Artes Plásticas (1990) e Mário Pedrosa (1991), esse último concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), pela obra Preliminares do Palíndromo Incesto. No decorrer dessa década, trabalhou as relações energéticas entre diferentes metais em suas instalações (com uso de frequente de imãs), ao mesmo tempo em que procurou incluir os objetos tridimensionais em suas performances, como em Inside Out, Upside Down (1994-97) e Resgate (2001). 1997 – Sua obra foi retrata no vídeo Tunga: 100 redes e tralhas, de Roberto Moreira; e também no livro Tunga: Barroco de Lírios, lançado editora Cosac & Naify, que em 2007 publicou a caixa Tunga, constituída de sete volumes de diferentes formatos (textos, fotografias, vídeos), que documentam a trajetória do artista.

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