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Tomoshigue Kusuno (1935)

Tomoshigue Kusuno
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Artist's Biography

Tomoshige Kusuno (Yubari, Japão, 1935). Desenhista, pintor, artista visual, professor e gravador. Estuda na Universidade de Arte e toma parte no Núcleo de Arte de Vanguarda, em Tóquio, Japão, na década de 1950. Imigra para o Brasil em 1960, fixando-se em São Paulo. No ano seguinte, participa do 10º Salão Paulista de Arte Moderna. Em 1962, é premiado no Salão do Paraná, em Curitiba, e no Salão do Grupo Seibi de Artistas Plásticos, em São Paulo - neste salão também ganha o grande prêmio em 1970, na sua 14ª edição. Ainda na década de 1960, une-se a artistas ligados a tendências da nova figuração, e participa das mostras Opinião 65, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, e Propostas 65, na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap. No Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, expõe em várias ocasiões, participando da mostra Jovem Arte Contemporânea, na qual recebe prêmios em 1967 e 1972. Ensina desenho na Faap e na comunidade rural Yuba, em Mirandópolis, São Paulo. A partir da década de 1990, integra inúmeras exposições coletivas, entre as quais se destacam a Bienal Brasil Século XX, em 1994, e a Exposição dos Pintores Nipo-Brasileiros Contemporâneos, em 1996, no Museu de Arte de São Paulo - Masp. Comentário Crítico Quando se transfere para São Paulo, em 1960, Tomoshige Kusuno liga-se às tendências neofigurativas, cuja produção visa comentar criticamente aspectos da realidade do Brasil. Participa, por conta desse vínculo, das mostras Opinião 65 e Propostas 65. Trabalha tanto com a linguagem dos meios de comunicação de massa, tomando como referência histórias em quadrinhos e reportagens jornalísticas, de acordo com as propostas da nova figuração, como desenvolve, simultaneamente, pinturas abstratas. Kusuno, ao elaborar seus trabalhos, faz uso de diversas técnicas de pintura, bem como do desenho, e da colagem de objetos diretamente sobre a tela. Além dessas obras, ele concebe objetos. Entretanto, segundo o historiador da arte Walter Zanini, são eles em realidade "essencialmente uma expressão de pintura e desenho"¹ - seria este o caso de Minúsculo e Maiúsculo, 1965, que se assemelha a uma caixa aberta colocada de cabeça para baixo, com as abas da tampa abertas. Sobre a madeira, material de que é feita a obra, Kusuno desenha figuras, formas geométricas e letras, sobrepondo ou justapondo esses elementos, os quais preenchem toda a superfície do objeto. Os temas urbanos, como a multidão e a cidade, são recorrentes em sua obra, presentes em várias fases além da neofigurativa. Na década de 1970, Kusuno passa a desenvolver trabalhos nos quais as figuras de animais são tratadas de maneira realista, ou apenas sugeridas, nunca definindo rostos, e quando humanas estão inseridas em espaços atemporais, insólitos, como em Amanhecer, ca.1970, e Ruído, 1977. No início dos anos 1980, observam-se obras que beiram a abstração - Eclipse, 1983, e Fôlego, 1986 -, enquanto outras sugerem aquele mesmo clima atemporal e insólito de trabalhos da década anterior. A partir de então, o artista volta-se definitivamente para a figura, porém, desta vez, com vigorosas pinceladas gestuais de cores vibrantes que resultam numa fatura menos objetiva do que a anterior, elaborada com traços e pinceladas precisos.

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