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Rubem Valentim (1922 - 1991)

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Biografia do Artista

1922 - Nasce em 9 de fevereiro de 1922, em Salvador, Bahia. "Nasci num sobrado com sacada de ferro, à rua Maciel de Baixo, 17, Distrito da Sé. De pais pobres, fui o primeiro dos seis filhos. Custei a nascer e levei muitas palmadas para chorar. Em compensação comecei a gritar com força incomum, o que apavorou os presentes. Foi, ao que parece, meu primeiro grito de protesto contra a violência. Dos quatro aos treze anos, vivi à rua Futuro do Tororó, onde morava gente de classe média e também gente muito pobre e humilde. Cresci tomando consciência das diferenças de classe, de dinheiro sempre escasso e das injustiças que marcavam meu pequeno mundo. Brinquei muito na rua. O prazer maior era empinar arraias e fazê-las com gosto. Durante as festas juninas era um não-acabar de fazer balões de papel colorido, bem como altares de Santo Antonio decorados com recortes de papel de seda e folhas douradas. Mas de todos meus encantos infantis nenhum se comparava ao de fazer presépios. Mundo poético, popular, de cor e riqueza imaginativas, que ficou em mim e influenciou profundamente minha arte. Me perdia na comtemplação das igrejas: o ouro dos altares, as imagens, o silêncio, o cheiro de incenso e de velas queimando. Cantochão. Procissões. O Natal e a Paixão. Minha família, católica, de quando em vez ia ver um cabloco num candomblé. O baiano, para sua felicidade, é católico e animista. Conheci Arthur Come-Só, o pintor decorador de paredes, homem simples e sério. Trabalhava sem ajudantes, daí seu apelido. Tres vezes pintou nossa casa: paisagens na entrada, flores na sala de visitas, frutas na sala de jantar, os quartos pintados de azul claro ou rosa, com barras de flores. Com ele aprendi a técnica da pintura à têmpera. Quando entrei para o Ginásio da Bahia, vivíamos na Gamboa de Cima, em casa alegre com fundos para o mar. Não fui mau aluno. Cumpria com meu dever de estudar e gostava principalmente das aulas de desenho geométrico. Lia muito. Romances. Ganhava algum dinheiro vendendo agulhas e óleo para máquinas de costurar. Em seguida trabalhei num cartório de regirstro civil. Com 17 anos prestei serviço militar".

Cronologia

Exposições individuais

1946 - Forma-se em Odontologia pela Universidade da Bahia, mas exerce a profissão por apenas dois anos, atraído irresistívelmente pelas artes plásticas.
1948 - Inicia sua participação no movimento renovador das artes plásticas em Salvador, liderado pela revista "Cadernos da Bahia", ao lado de Mário Cravo Júnior, Carlos Bastos, Raymundo de Oliveira, Jenner Augusto, Lygia Sampaio e dos escritores Wilson Rocha, Claudio Tavares e Vasconcelos Maia. Este último apresenta-o ao pintor Aldo Bonadei, de quem recebeu muitos conselhos e estímulos para seguir pintando.
"Meu primeiro contato importante com a arte comtemporânea ocorreu em 1948, na exposição de artistas nacionais e estrangeiros orqanizada por Marques Rebelo na Biblioteca Pùblica de Salvador. Fui vê-la várias vezes, deslumbrado, perdido, chocado com aquele mundo fantástico e tão novo para mim. Aluguei uma sala num velho sobrado de três andares, com sacada de ferro. Pela manhã desenhava composições com garrafas, latas, moringas, vasos, ex-votos e cerâmica popular. Elaborava esquemas de cor e valores. À tarde, fazia pesquisas formais - livres, imaginosas. Ou ia ao Museu de Arte conversar com José Valladares, que me emprestava livros e revistas sobre arte. Reproduzia imagens de um livro grosso sobre Cézanne, copiando-as à óleo, com valores em cinza. Com Cézanne aprendi a compor. Fiz cópias também de Modigliani, Matisse,Braque, Picasso e Chagal. Através de Klee compreendi a liberdade de expressão plástica e o valor fundamental da imaginação criadora. Sempre lutando para vencer as dificuldades de execução. Nunca fui muito habilidoso - felizmente. Vivia com sacrifício, sem dinheiro".
1949 - Participa do Primeiro Salão Baiano de Belas Artes com duas pinturas, uma delas abstrata. Sua participação no Salão Baiano irá até 1956.
1950 - Integra com Mário Cravo Júnior, Jenner Augusto e Lygia Sampaio a mostra "Novos Artistas Baianos", patrocinada pelo "Caderno da Bahia" e realizada no Instituto Geográfico e Histórico.
1951
"Um dia, no ateliê, perdi a cabeça. Rasguei os cadernos de desenho, destruí todos os meus estudos, as telas, esvaziei os tubos de tinta, despejei os óleos de linhaça, os solventes, quebrei o cavalete e os pincéis a marteladas. Saí do ateliê, deixando atrás de mim parte de minha vida assassinada. Perambulei com dor na alma, odiando pela primeira vez a terra que amo, cheio de raiva contra uma sociedade em decadência e medíocre. Foram quinze dias de purgatório, durante os quais me perdi nas ruas de Salvador. Um dia acordei tranquilo. Reencontrei o verde das árvores, ouvi de novo o canto dos passarinhos, voltei a amar o azul da Bahia. A pé tomei o caminho de volta ao ateliê. Senti então uma tristeza amarga, chorei de saudade dos meus trabalhos destruídos. E novamente aceitei meu destino. Com 50 cruzeiros dados por meu irmão, comprei material de pintura. Voltei a pintar.".
1953 - Forma-se em jornalismo pela Faculdade de Filosofia da Universidade da Bahia. Publica crônicas sobre arte na Imprensa.
1954 - Realiza individuais no Palácio Rio Branco e na Galeria Oxumaré. Num sótão desta última, instala seu ateliê, onde se mantém por vários anos.
1955 - Recebe o prêmio Universidade da Bahia no VII Salão Baiano de Belas Artes.
"Descoberta da arte negra - dos signos-símbolos do candomblé: Oxê de Xangô, o machado duplo, no mesmo eixo central, recriado por mim e posteriormente transformado em forma fundamental de minha pintura, Xaxará de Omolu, Ibiri de Nana, Abebê de Oxum, ferros de Osanhe e de Ogum, Pachorô de Oxalá, os pegis, com sua organização compositiva quase geométrica, contas e colares coloridos dos orixás. Na pintura buscava uma linguagem, um estilo para expressar uma realidade poética, extraordinariamente rica, que me cercava, para torna-lo universal, comtemporânea. Pacientemente fazia o transpasse de todo esse mundo para o plano estético".
1956 - Integra a mostra "Artistas Modernos da Bahia", na Galeria Oxumaré. Participa da III Bienal de São Paulo e do V Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.
1957 - Integra a mostra "Artistas da Bahia", realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Transfere-se para o Rio de Janeiro.
1958 - Integra a mostra "Oito Artistas Comtemporâneos", que inaugura a Galeria Macunaíma, da Escola Nacional de Belas Artes. Os demais expositores são: Inimá de Paula, Benjamim Silva, Abelardo Zaluar, Domênico Lazzarini, Ernani Vasconcelos, Carlos Magno e Ubi Bava. Professor assistente de Carlos Cavalcanti, na cadeira de história da arte do Instituto de Belas Artes.
1959 - Participa da V Bienal de São Paulo e do VII Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.
1960 - Participa do IX Salão Nacional de Arte Moderna, recebendo o certificado de Isenção do Júri e o prêmio Federação Nacional das Indústrias.
1961 - Casa-se em 25-03-1961, com Lúcia Alencastro, arte-educadora e uma das fundadoras, com Augusto Rodrigues, em 1948, da Escolinha de Arte do Brasil. Realiza individuais no Museu de Arte Moderna de São Paulo e na Petit Galerie. Divide com Milton Dacosta o primeiro prêmio do salão promovido pela Petit Galerie entre seus expositores. Participa da VI Bienal de São Paulo e do X Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro.
1962 - Realiza individual na Galeria Relevo, no Rio de Janeiro, que lhe deu o prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte para a melhor exposição do ano. Participa do Salão Paulista de Arte Moderna, no qual é premiado com medalha de ouro; do XI Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, recebendo o prêmio de viagem ao exterior, e da Bienal de Veneza. Integra duas coletivas, na Galeria Relevo e na Casa do Brasil em Roma, esta última reunindo os artistas da representação brasileira à Bienal de Veneza.
1963 - Participa da VII Bienal de São Paulo. Viaja à Europa. Antes de se fixar em Roma, a partir de 31 de março de 1964, reside em Bristol, Inglaterra, acompanhando sua mulher, bolsista naBath Academy of Art, e em Londres. Na Europa realiza viagens por diversos países, interessando-se especialmente pelos museus de arte negra e antropologia.
1965 -Individual na Casa do Brasil, em Roma. Participa da mostra internacional Alternative Attuali / 2, em Aquila, Itália.
1966 - Participa do "I Festival Mundial das Artes Negras", em Dacar, no Senegal, com doze pinturas realizadas em Roma. Retorna ao Brasil em setembro e participa da I Bienal da Bahia, em Salvador, reunindo 29 pinturas em sala especial, das quais 21 realizadas em Roma. O júri concede-lhe o prêmio especial "por sua contribuição à pintura brasileira".
"Com o peso da Bahia sobre mim - a cultura vivenciada - com o sangue negro nas veias - a atavismo - com os olhos abertos para o que se faz no mundo - a comptemporaneidade - criando meus sígnos-símbolos, procuro transformar em linguagem visual o mundo encantado, mágico e provavelmente místico que flui continuamente dentro de mim. O substrato vem da terra, tão ligado que sou ao complexo cultural da Bahia. Partindo desses dados pessoais e regionais, busco uma linguagem autêntica para me expressar plásticamente. Não tenho ambições vanguardistas, ou melhor, não quero ser um eterno profissional das vanguardas".
1967 - Individual na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro. Integra a mostra "VI Resumo de Arte/Jornal do Brasil", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e "Artistas Abstratos Geométricos", na Galeria Macunaíma. Convidado a ensinar pintura no Instituto Central de Artes, da Universidade de Brasília, transfere-se para a capital federal. Realiza individual no Hotel Nacional, em Brasília, e participa da IX Bienal de São Paulo, recebendo um dos prêmios Itamaraty.
1968 - Participa do IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, em Brasília.
1969 - Participa do "Panorama de Arte Atual Brasileira",no Museu de Arte Moderna de São Paulo, e da X Bienal de São Paulo, reunindo, em sala especial, 12 objetos emblemáticos. Integra, com Waldemar Cordeiro, a representação brasileira à "I Primeira Bienal Internacional de Arte Construtiva", em Nuremberg, Alemanha.
"Nunca fui concreto. Tomei conhecimento do Concretismo através de amizades pessoais com alguns dos seus integrantes. Mas logo percebi, pelo menos entre os paulistas, que o objetivo final de seu trabalho eram os jogos óticos e isto não me interessava. Meu problema sempre foi conteudístico (a impregnação mística, a tomada de consciência dos valores culturais de meu povo, o sentir brasileiro). Claro, mesmo não tendo participado do Concretismo, percebi entre seus valores a idéia da estrutura que se adequava ao caráter semiótico de minha pesquisa plástica. Mas posso dizer que sempre fui um construtivo".
1970 - Realiza individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, expondo 31 objetos-emblemas e relevos-emblemas. Participa da II Bienal de Medellin, Colômbia, e integra coletiva de artistas plásticos de Brasília, no Conselho Britânico.
1971 - Realiza individual na Galeria Documenta, em São Paulo. Participa do "IX Resumo de Arte/Jornal do Brasil", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e da mostra "Arte Moderna nos salões oficiais", no Museu Nacional de Belas Artes.
1972 - Participa da "I Exposição Internacional de Pintura Contemporânea", que se realizou no Museu Nacional de Belas Artes do Chile, em Santiago, durante reunião da Unctad III, e das coletivas "Arte Brasil Hoje - 50 anos depois", na Galeria Collectio, São Paulo, e "Protótipos e Múltiplos", na Petit Galerie, no Rio de Janeiro. Realiza sua primeira obra pública: um mural de mármore, com 120 metros quadrados, para o edifício-sede da Novacap, em Brasília.
"É uma das obras públicas mais dignas que já vi - despojada e silenciosa. Todo ele realizado em mármore, tem a serenidade e altivez das obras clássicas. Mantendo rigorosamente a coerência com toda sua obra anterior, Valentim não se limitou a cuidar da área restrita ao mural. Criou um ambiente, implantando seus signos também no piso de pedras portuguesas e construindo um pequeno lago junto ao mural, que o reflete".
(Frederico de Morais, 1975)
1973 - Realiza individual na Galeria Ipanema,no Rio de Janeiro. Participa da XII Bienal de São Paulo, sendo premiado com aquisição, e do I Salão Global da Primavera, em Brasília, no qual recebe prêmio de viagem à Europa.Integra a coletiva "21 Anos de Salão Nacional", na Galeria IBEU, no Rio de Janeiro.
1974 - Expõe na Galeria Porta do Sol, em Brasília, a série de serigrafias reunidas no álbum "Logotipos poéticos da cultura brasileira". Integra a mostra "Acervo de arte brasileira do Museu de Ontário,Canadá", apresentada nos museus de arte moderna do Rio de Janeiro e São Paulo. Aécio Andrade realiza o curta-metragem "Rubem Valentim e sua obra semiológica".
1975 - Realiza individual na Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília e na Bolsa de Arte do Rio de Janeiro. Integra a "Exposição de Artes Plásticas Brasil-Japão", que circulou por diversas cidades japonesas e partricipa do "Panorama de Arte Atual Brasileira" (objeto), recebendo o prêmio Museu de Arte Moderna de São Paulo. Frederico de Morais realiza o áudio-visual "Rubem Valentim", com fotografias de Luís Humberto e depoimentos do artista.
1976 - Realiza individual de serigrafia no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e no Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. Participa da Bienal Nacional de São Paulo com 12 pinturas da série "Emblemas poéticos de cultura afro-brasileira", recebendo o primeiro prêmio. Publica o "Manifesto ainda que tardio: depoimentos redundantes, oportunos e necessários".
1977 - Participa da XIV Quadrienal de Roma, do II Festival Mundial das Artes Negras, em Lagos, Nigéria, de "Visão da Terra",no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,do "IV Encontro Nacional de Artes Plásticas", em Goiânia, da "XIV Bienal de São Paulo, na seção "O muro como suporte de obras", com a instalação "Templo de Oxalá", composta por 14 relevos e 20 objetos-emblemas, e da mostra "Projeto Construtivo Brasileiro em Arte - 1950/1962", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e Pinacoteca de São Paulo.
"Cria um centro cultural que leva seu nome, com o objetivo de "buscar e definir uma visualidade brasileira". No documento de fundação, Valentim diz que o "Centro Cultural dará ênfase às manifestações artísticas e culturais ligadas às nossas tradições, encaradas dinâmicamente. Será um contro de cultura resistente, aglutinador dos fluxos e influxos vindos de todo Brasil. Debateremos a arte brasileira sem dogmatismos ou sectarismos, mas vamos ver se é viável uma teoria da arte brasileira". Entraves burocráticos dificultaram a concretização do projeto.
1978 - Realiza individuais na Galeria Bonino e na Fundação Cultural do Distrito Federal. Participa da mostra "América Latina: Geometria Sensível", no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, totalmente destruída por um incêndio.
1979 - Participa do "Panorama de Arte Atual Brasileira", no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Realiza em concreto aparente, escultura com 8,5 metros de altura, implantada na Praça da Sé, em São Paulo, definida pelo artista como "marco sincrético da cultura afro-brasileira" e como "símbolo da cultura mulata". Realiza para a Casa da Moeda do Brasil, por indicação de uma comissão de críticos, cinco medalhas (ouro, prata e bronze) nas quais recria símbolos afro-brasileiros.
1980 - Individual na Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília.
1981 - Integra a mostra "Arte Transcendente",no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1982 - Participa da "I Exposição de Arte Latina", Recife. Passa a dividir sua residência entre Brasília e São Paulo.
1985 - Participa da mostra "Tradição e Ruptura - Síntese de Arte e Cultura Brasileiras", na Fundação Bienal de São Paulo. Integra a coletiva "Pintura Brasileira Atuante", no Espaço Cultural Petrobrás, no Rio de Janeiro.
1986 - Mostra conjunta com Athos Bulcão, Galeria Performance, Brasília.
1988 - Individual na Galeria Versailles, no Rio de Janeiro. Participa da mostra "A mão afro-brasileira", no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1989 - Réplicas de objetos-emblemas de Rubem Valentim são mostrados no desfile da Escola de Samba Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro, que teve por tema "De Portugal à Bienal, no país do carnaval".
1990 - Realiza individual de pinturas e desenhos na Galeria Letra Viva, em São Paulo. Integra a coletiva "A estética do candomblé", no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. Participa com serigrafias do Circuito Paulista de Arte Contemporânea em São José do Rio Preto, Baurú, Campinas e Ribeirão Preto.
1991 - Realiza individual no Instituto Brasileiro-Americano, em Washington,e na Galeria Sol, em São José dos Campos. Morre em São Paulo, em 30-11-1991.
"Ele carregou o peso de suas ousadias, sangrou no corte dos seus sonhos, mas deixou - aos nossos cuidados - uma herança de beleza, de fé muito brasileira, de força e persistência. E continua afirmando: "fora do fazer não há salvação".
(Lúcia Valentim, 1992)
1992 - Comemorando o primeiro aniversário da morte do artista, são realizadas as seguintes mostras: "Os guardadores de símbolos" e "Axé na Praça da Sé", no Museu de Arte de Brasília, "O sopro inicial", na Galeria de Arte da ECT, "Forma e Côr Essencial", na Casa de Cultura da América Latina, "O Templo de Oxalá", no Palácio do Itamaraty, "Eu procuro a claridade, a luz da luz", no Espaço Cultural Rubem Valentim, na Universidade Holística, todas em Brasília, e, ainda "Altares emblemáticos", na Pinacoteca de São Paulo,e "Bahia-emblemas e magia", no Memorial da América Latina, em São Paulo, e serigrafias, no Museo de la Estampa, no México.
1993 - Individuais de serigrafia, no Museu da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza, e de objetos e relevos emblemáticos, no Museu de Arte Moderna da Bahia, em Salvador, em homenagem aos participantes da III Conferência Íbero-Americana de chefes de estado e de governo. Integra com Athos Bulcão e Tomie Othake a mostra "Triangulo" no Espaço Cultural 508 Sul, da Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília.
1994 - Sala Rubem Valentim - 46a. Feira Internacional do Livro, Frankfurt, Alemanha. "Construção e Símbolo", exposição retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
1996 - "300 anos de Zumbi", sala Rubem Valentim, no Palácio das Artes em Belo Horizonte. "Herdeiros da Noite", no Espaço Cultural 508 Sul, Brasília. Sala especial na XXIII Bienal Internacional de São Paulo.
1997 - Sala especial Rubem Valentim, no Parque de Esculturas do Museu de Arte Moderna da Bahia.

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