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Mauricio Nogueira Lima (1930 - 1999)

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Biografia do Artista

Natural de Recife/PE no ano de 1931, mudou-se para o Estado de São Paulo ainda criança com dois anos de idade. Inicialmente para a cidade de São Paulo/SP; de sua transferência residencial e ateliê para Campinas/SP, não temos data definida. Estudou artes plásticas no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS; arquitetura na Universidade Mackenzie de São Paulo/SP e Doutorou-se pela Universidade de São Paulo, São Paulo/SP. Faleceu em abril de 1999 em Campinas/SP. A partir de 1950, participou da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta. Participou dos movimentos : Novas Tendências Brasileiras e Novas Objetividades Brasileiras, ambos movimentos desenvolvidos no Rio de Janeiro/RJ, no ano de 1967. Foi professor na Universidade de São Paulo, São Paulo/SP e participou de várias Bienais Internacionais de São Paulo/SP. Maurício Nogueira Lima tem obras nos mais importantes Museus do Brasil e do Exterior; porém, na realidade gosta da Arte Pública. Um dos painéis mais extensos do Brasil foi feito por ele na Estação Santana do Metrô de São Paulo/SP. A ambientação cromática da Praça Roosevelt, da Estação Ciências e Murais na Estação São Bento do Metrô, todas na cidade de São Paulo/SP, tiveram a assinatura de Maurício Nogueira Lima. O último projeto de Arte Pública, que temos notícia, que Nogueira Lima assinaria, era um dos mais audaciosos da sua carreira. O artista tinha tido seu Projeto classificado em Concurso Público para revitalizar os três quilômetros de laterais do elevado Costa e Silva em São Paulo/SP, “o famoso Minhocão”. Não sabemos se a obra foi completada, nem mesmo se foi iniciada, coisas de Política Pública do Brasil. O artista mantém ateliê escola em Campinas/SP. Apesar de residir e viver em Campinas/SP, o artista, nunca foi lembrado pela Prefeitura Municipal para realizar arte pública ou programação visual em praças, ruas e avenidas de Campinas/SP. A partir de meados da Década de 50, recebeu homenagens como o Prêmio Governo de Estado de São Paulo e o Prêmio Conselho Estadual de Cultura. Ganhou ainda Medalha de Prata e Menção Honrosa em Salões Paulista de Arte Moderna. Primeiro Prêmio de Pintura no Salão Paulista de Arte Contemporânea e Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Quanto ao movimento artístico plástico Nogueira Lima tinha as seguintes opiniões : “Futuro da Arte” . ”O futuro está na democratização. É ela, a arte, saindo dos museus, galerias e coleções. A arte é para entrar na vida. E uma forma dela entrar, na vida das pessoas, é banalizar com inteligência sua divulgação. Existem mil’s idéias, mas para serem postas em prática, se precisa de Vontade Política, Disposição das Administrações Públicas e Apoio Cultural, três ingredientes muito difíceis de encontrar e se encontrados, muito mais difíceis de concilia-los.” “Bienal” . “É preciso ser rato de Bienal. Hoje não se precisa ir à Documenta na Alemanha, ou Bienal de Veneza na Itália. Em São Paulo/SP, é possível ver todas as tendências internacionais. Mas é necessário acabar com o “mercantilismo da arte”, principalmente da arte jovem imposta por galerias e que interferem muito na Curadoria da Bienal.” “Intervenção Pública em Campinas” . “Campinas/SP é uma cidade que como São Paulo/SP, tem “n” pontos ideais para intervenção artística plástica. Um local perfeito para uma intervenção seria o Centro de Convivência Cultural. Conversei com o Fábio Penteado e disse que ali está uma escultura grande no meio de uma praça. Mas que precisa da interferência de um artista plástico.” “Frustação” . “É curioso que a Prefeitura de Campinas ainda não o descobriu como um dos maiores e mais importantes interventores visuais do País para melhorar a decadência urbana da cidade.” Observação : Maurício Nogueira Lima, morreu sem o Poder Público de Campinas/SP e/ou Secretária Municipal de Cultura, o consultar e muito menos o convidar, para fazer um Projeto de Intervenção Pública na Cidade. A cidade que ele escolheu para viver sossegadamente os últimos anos de sua vida e da sua glória, simplesmente o desconheceu.

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