Btn-close-sidemenu

artistas

Conheça nossos artistas, suas obras e biografia

Encontre um artista pelo nome

Lívio Abramo (1903 - 1992)

Lívio Abramo
Adicionar aos favoritos
Seja notificado por email quando tivermos novas obras deste artista.

Biografia do Artista

Lívio Abramo Nascido em Ararquara / SP em 1903 e falecido em 1992. Gravador, desenhista e jornalista brasileiro, optando inicialmente pela xilografia e mais tarde pela litografia, formou com Osvaldo Goeldi (1895-1961) e Lasar Segall (1891-1957) o núcleo da gravura moderna no Brasil. Filho de imigrantes italianos sensíveis às artes, era o mais velho dos irmãos Athos, Fúlvio, Beatriz, a atriz Lélia, Mário e o jornalista Cláudio, que cresceram em um ambiente especial e tornaram-se artistas, jornalistas e intelectuais, e cujas contribuições foram importantes para o ambiente cultural brasileiro. Iniciou escolaridade em Santos e posteriormente mudou-se para São Paulo. Autodidada, desenhava desde criança e iniciou suas primeiras experiências com xilogravura (1926) depois de ver uma exposição de gravadores alemães, com obras de Kathe Kollwitz e outros artistas. Nos 25 anos seguintes transpôs magistralmente para a xilogravura a temática da luta de classes. Criou ilustrações expressionistas de convulsões sociais, lutas operárias em São Paulo e o casario da cidade. Pela mão do jornalista Paulo Torres, ingressou no jornalismo, contratado pelo jornal Diário da Noite para fazer desenhos comentando o fato principal de cada dia e fazendo charges. Também desenvolveu trabalhos inspirados na guerra civil espanhola, no fascismo, na marcha de Hitler para o poder e para a guerra, nos combates na China etc. Irrequieto e politicamente de esquerda, esteve preso diversas vezes e foi expulso do Partido Comunista Brasileiro (1932), acusado de trotskismo. A década seguinte, mostrou sua maturidade do artista com suas xilogravuras extremamente precisas, em todos os aspectos. Por isso ganhou prêmios como o de uma viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes (1950). Criou 27 ilustrações para o livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, e ganhou o 1º Prêmio de Gravura Nacional da 2ª Bienal de São Paulo (1953). Desenvolveu as séries Macumbas (1953-1960) e Negras (1954). Aposentado como redator do jornal o Estado de São Paulo (1961, e em busca de melhores condições financeiras, mudou-se para Assunção, no Paraguai (1962), onde também tornou-se responsável pelo setor de arte do Centro de Estudos Brasileiros - CEB, ligado à Embaixada do Brasil e mantido pelo Ministério das Relações Exteriores, atuando como professor de História da Arte, Gravura e Pintura. Em uma mostra retrospectiva de sua obra, realizada no México (1989), recebeu destaque na primeira página do jornal Excelsior, e teve publicado o desenho em bico de pena e aguada, o retrato de Maria, sua primeira mulher. Morreu em Assunção, aos 89 anos, e seu último trabalho na gravura foi a série intitulada Os Frisos do Pártenon, em que retratou o caos urbano, atropelamentos e corpos estraçalhados, mostrada na Bienal de São Paulo (1991). Realizou inúmeras exposições, inclusive grandes retrospectivas, como a do Centro Cultural de São Paulo (1983), do Museu de Arte Moderna de São Paulo (1984) e do Banco Francês e Brasileiro (1991), além de outras importantes mostras, como em Veneza, Buenos Aires, México, Uruguai, Japão, Alemanha e Suiça. Entre muitas outras de suas obras excepcionais citam-se Meninas de Fábrica (1935), Festa (1954), Paraguay, Plaza y Casas (1964) e outras sem títulos (1970).

obras