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Jacques Douchez (1921 - 2012)

Jacques Douchez
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Artist's Biography

Desde sua chegada no Brasil, em 1947, Jacques Douchez teve intensa atuação cultural e artística. Ao longo de sua carreira como pintor e tapeceiro reuniu um invejável currículo. Integrante, a partir de 1951, do histórico “Atelier Abstração”, aí teve a oportunidade de conviver com a personalidade marcante e o homem de cultura que foi Samson Flexor, integrando-se naturalmente nesse movimento não figurativo. Com a criação do “Atelier Abstração”, Flexor introduziu de forma sistemática no Brasil o Abstracionismo Geométrico, cultivado por ele nos tempos de vivência e afinidade com a vida cultural da Paris dos anos 1930/1940 - uma metrópole que fervilhava de idéias vanguardistas e de uma intelectualidade que ditava os caminhos da cultura. Flexor era muito exigente, desenvolvendo um trabalho cuidadoso, de pureza máxima: exercícios de linhas, uso de cores quentes, uso de cores frias e assim por diante. A abstração surgia aos poucos, traçando o objeto geometricamente, sem sua descaracterização. Em seu método de ensino, tratava dos problemas individualmente, procurando formar em seus seguidores um alto nível de conscientização estética. A música, entre tantas outras “provocações”, era muito usada visando estimular a inspiração de seus alunos e, na opinião unânime deles, suas aulas eram experiências instigantes, de grande diversidade e profundidade cultural e humana. Com tudo isso é certo que logrou êxito, pois dos alunos que freqüentaram o “Atelier” grande parte deles tem destaque no mundo da cultura com carreiras nas artes plásticas e na literatura. Douchez compartilhou com Flexor, desde o início, desses mesmos ideais estéticos e sua pintura, bem estruturada na composição, harmoniosa e equilibrada nas cores, lhe valeu diversos prêmios importantes, além da participação em várias Bienais de São Paulo (inclusive na de 1953, que pela primeira vez mostrou a produção abstrata de artistas brasileiros). Sensível observador e analista dos rumos das artes visuais no mundo, acabou se encaminhando, a partir de 1957, para a tapeçaria - que naquele momento vivia sob o impacto renovador da obra do também francês Jean Lurçat. Inicialmente planas, fiéis à melhor tradição dessa arte, as tapeçarias de Douchez tiveram, desde o início, uma revolucionária concepção abstrato-geométrica. As bases para a fixação de seu nome nessa arte, no Brasil e no Exterior, já estavam bastante seguras e Douchez uniu-se a Norberto Nicola, fundando o também histórico “Atelier Douchez-Nicola”, centro irradiador e renovador da tapeçaria em nosso país. Na redescoberta da tapeçaria no Brasil vale lembrar que nos anos 1920, numa primeira vanguarda, Regina Graz já havia produzido boas obras e, contemporaneamente ao “Atelier Douchez-Nicola”, o pintor baiano Genaro de Carvalho (que tinha estudado no próprio ateliê de Lurçat) produzia uma tapeçaria plana de qualidade, porém mais próxima do folclore e do primitivismo. Mais tarde, a constante pesquisa leva Douchez à conquista do espaço e aproxima-o da “Nova Tapeçaria”. Suas “formas tecidas” desse período - assim denominadas por ele - foram equiparadas à experiência de Lúcio Fontana com a tela (1). O movimento da “Nova Tapeçaria” definitivamente ganhou maior importância com duas outras tapeceiras: Magdalena Abakanovicz (Polônia) e Jagoda Buic (Iugoslávia) - esta última ganhadora do Grande Prêmio da XIII Bienal de São Paulo, em 1975. Douchez ligou-se, desse modo, ao que de mais contemporâneo e surpreendente a revolução da tradicional tapeçaria produziu, a tridimensionalidade. O “Atelier Douchez-Nicola” perdurou até 1980, num tipo de sociedade contínua bastante rara em nosso país, pois, apesar de ter um nome e uma administração em conjunto, os dois artistas nunca abdicaram de sua individualidade criativa e produziram obras dinâmicas, consistentes e independentes, com absoluta liberdade. Nos anos 1990, Douchez retornou à pintura, sempre de concepção ao mesmo tempo cartesiana e lírica, luminosa e sensual, com obras que desdobram no plano as várias possibilidades de expansão do objeto geométrico, dando novos contornos ao abstracionismo e, assim, é interessante destacar que sua pintura e sua tapeçaria podem ser consideradas opostas e complementares. No primeiro caso vamos reconhecer uma pintura límpida, cristalina, “distante” e evidentemente plana e no segundo uma tapeçaria de volumes, com características tácteis próprias, acessíveis ao contato e num diálogo com a arquitetura. Após uma exposição antológica na Pinacoteca do Estado, na Capital paulistana, em março último, esta mostra na Pinacoteca Benedicto Calixto traz a fase de suas “esculturas tecidas” e é mais uma oportunidade de resgate da tapeçaria artística brasileira, historicamente lembrada, juntamente com a francesa, a polonesa e a iugoslava, entre as mais significativas do mundo. Uma redescoberta oportuna, no momento em que as novas gerações exploram as mesmas “formas” em outras linguagens atuais (as esculturas em lycra de Ernesto Neto, os casulos de Siron Franco e a obra de Vera Martins, entre outros). Assim, de certa forma, esta exposição alinha-se à retomada atual de pesquisas com formas tecidas e dos limites do objeto plástico. (1) Olívio Tavares de Araújo, “1º Mostra Brasileira de Tapeçaria”, Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo/SP, 1974 Antonio Carlos Abdalla

Chronology

Individual exhibitions

Exposições Individuais

2003 – “Plano e Relevo” - Pinacoteca do Estado - São Paulo
1989 - “Jacques Douchez - Esculturas Tecidas” - Galeria Múltipla de Arte - São Paulo
1984 - “A Escultura Tecida de Douchez” - Galeria Arte Aplicada - São Paulo
1979 - “Esculturas Tecidas” - Galeria Múltipla de Arte - São Paulo
1978 - Galeria Práxis - Buenos Aires, Argentina
1976 - American-Brazilian Cultural Institute - Washington/EUA
1975 - Galeria Documenta - São Paulo
- Fundação Gulbenkian – Lisboa, Portugal
1973 - Museu de Arte de São Paulo - São Paulo
1972 - Galeria Cosme Velho - São Paulo
1971 - Galeria da Organização de Estados Americanos - Washington/EUA
1970 - Galeria Bonino - Rio de Janeiro
- Palácio de Belas Artes - Cidade do México, México
1969 - Galeria Documenta - São Paulo
1968 - Galeria Bonino - Rio de Janeiro
- Galeria Documenta - São Paulo
1966 - Museu de Arte Moderna - Cidade do México, México
1965 - Galeria Portinari – Lima, Peru
1963 – Museu de Arte Moderna - Rio de Janeiro
- Galeria Astréia - São Paulo
1962 - Galeria Astréia - São Paulo
- Art Center – Lima, Peru
1961 - Galeria Sistina - São Paulo
1959 - Galeria das Folhas - São Paulo

Exposições Coletivas

1998 - “Arte Construtiva/Coleção Adolfo Leirner” - Museu de Arte Moderna - São Paulo
- “Arte Construtiva/Coleção Adolfo Leirner” - Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro
1996 - “Abstracionismo Geométrico” - Museu BANESPA - São Paulo
- “Abstracionismo Geométrico” - Museu de Arte Contemporânea - Campinas
1984 - “Tradição e Ruptura” - Fundação Bienal - São Paulo
1980 - “Quatro Artistas Brasileiros” - Museu de Arte Moderna - São Paulo
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Museu Nacional de Belas Artes – Santiago, Chile
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Fundação Gulbenkian – Lisboa, Portugal
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Associação Comercial – Porto, Portugal
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Fórum Cultural – Bonn, Alemanha
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Edifício do Parlamento – Sttutgart, Alemanha
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Memorial Hoechst – Frankfurt, Alemanha
- “Quatro Artistas Brasileiros” - Retiro da Bayer – Leverkusen, Alemanha
1975 - Museu de Arte Moderna - Buenos Aires, Argentina
1974 - “1a Mostra de Tapeçaria Brasileira” - Museu de Arte Brasileira, FAAP - São Paulo
1971 - Galeria Ruth Kaufmann - Nova York, EUA
1969 - “Panorama Atual da Arte Brasileira” - Museu de Arte Moderna - São Paulo

Participações em Bienais e Trienais

- II (1953), III (1955), IV (1957), V (1959), VII (1963), VIII (1965), IX (1967), XI (1971) e XIII (1975) Bienais de São Paulo
- III Bienal de Tóquio, Japão (1957)
- VII Bienal de Tapeçaria de Lausanne, Suíça (1975)
- I (1976), II (1979) e III (1982) Trienais de Tapeçaria de São Paulo
- Bienal Brasil Século XX, São Paulo (1994)

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