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Gonçalo Ivo (1958)

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Artist's Biography

Nasce a 15 de agosto de1958 no Rio de Janeiro, filho do poeta Lêdo Ivo (1924) e da professora Maria Leda Sarmento de Medeiros Ivo (1923-2004) . É o irmão temporão de Patrícia e Maria da Graça. Estabelece seus primeiros contatos com a pintura através da coleção de seus pais e da relação que estes têm com o meio intelectual da época. Em sua infância e juventude, Gonçalo conhece João Cabral de Melo Neto (1920-1999), Marques Rebelo (1907-1973), Rubem Braga (1913-1990), Manuel Bandeira (1886-1968), entre outros. Frequenta também as redações dos jornais em que seu pai trabalha, Correio da Manhã e Tribuna da Imprensa.

Chronology

Individual exhibitions

67
Aos nove anos viaja com seus pais a Barbacena, onde o pintor Emeric Marcier (1916-1990) executa um retrato de seu pai. " Não sei se são lembranças ou imaginação, mas vejo a figura de Emeric Marcier alimentando a lareira com gravetos de eucalipto no ambiente franciscano do seu ateliê. Fiquei muito impressionado com um crânio que meu pai segurava ao posar, e com o resultado sombrio que o retrato adquiriu."
Esse retrato de Lêdo Ivo por Emeric Marcier pertence hoje ao acervo da Academia Brasileira de Letras.

1970
Leda e Lêdo adquirem uma fazendola no alto da Serra dos Órgãos, na estrada que liga Teresópolis a Friburgo. No verão seguinte, durante as férias escolares, Gonçalo instala num velho galpão de ferramentas seu primeiro ateliê. Desenha muito e ouve música, sua outra paixão. O resultado deste trabalho é mostrado ao pintor e poeta José Paulo Moreira da Fonseca (1922-2004). " Meu pai me deixou uma tarde no ateliê do José Paulo. Levei os desenhos que havia produzido no verão anterior. Ele achou que era hora da iniciação na pintura a óleo . Estabeleci uma ótima relação de amizade com José Paulo. Foi ele que me introduziu ao mundo da pintura a óleo ao me presentear com um estojo de tintas profissionais Le Franc, vidros de terebentina, óleo de linhaça e uma espátula que ainda hoje utilizo no ateliê de Teresópolis. Havia ainda entre nós uma outra afinidade - a música. José Paulo, como eu, apreciava Mahler, Bach, etc. Era um prazer visitar seu ateliê no final do Leblon e sentir o cheiro da tinta a óleo já no corredor...."

1973
Na sua adolescência passa a frequentar o ateliê de vários artistas. Augusto Rodrigues (1913-1993), Abelardo Zaluar (1924-1987), Iberê Camargo (1914-1994), etc. " Foi Iberê Camargo o primeiro a me dar uma aula de desenho de observação. Costumava arrumar alguns objetos (potes, tubos, pincéis) sobre a mesa e desenhava-os. Fico imaginando o privilégio que tive ao frequentar o ateliê do Iberê e de tantos outros. Provavelmente foi nesta época que percebi a importância deste espaço para a construção de uma obra e suas implicações éticas. Como todo grande artista, Iberê era capaz de destruir um trabalho por insatisfação. A dúvida deve acompanhar o artista em todo seu percurso."

1976
Ingressa na Universidade Federal Fluminense onde cursa Arquitetura e Urbanismo. Frequenta também os cursos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, desenho com Aluísio Carvão e pintura com Sérgio Campos Mello. " Fiz ao mesmo tempo desenho com Aluisio Carvão (1920-2001) e pintura com Sérgio Campos Mello (1932) de março a julho. Estes cursos só vieram a confirmar minha opção por uma formação mais sólida. As aulas do Sérgio e do Carvão tinham a mesma aura que o ateliê do Iberê e do Zaluar. Como professor o Sérgio sempre foi muito exigente e crítico. Ao mesmo tempo que havia a prática do ateliê, havia também uma parte teórica. Grande parte da arte moderna e da arte contemporânea eu travei conhecimento com o Sérgio. Foi com ele que travei contato com a arte de Joseph Beuys e com a "land art" de Robert Smithson. O curso do Carvão era completamente diferente. Eram os fundamentos do desenho e desenho de observação. Fiquei amigo dos dois. Sérgio foi viver na França e quando passei a viver em Paris em 1999 retomamos a amizade. O Carvão talvez tenha sido a única testemunha de todas as minhas exposições individuais. Era uma pessoa extremamente delicada."
Viagem ao Chile e Argentina.

1978
Participa do 1º Salão Nacional de Artes Plásticas no prédio do MEC (Ministério da Educação e Cultura) no centro do Rio de Janeiro. No ano seguinte é selecionado para a IV Exposição Brasil-Japão. É uma exposição itinerante pelas cidades de Tóquio, Kioto, Atami e no MAM de São Paulo.

1980
No verão de 1980 viaja para a cidade do Recife. Lá começa a pintar com aquarela. " Minhas primeiras aquarelas datam do verão de 1980. Foram pintadas na cidade do Recife e são trabalhos figurativos. Eu ia para o Horto Municipal desenhar. As imagens surgiam povoadas de casas rosas de subúrbio, telhados com platibandas " em borboleta ", galpões e usinas de cana-de-açúcar soltos no meio das plantações e coqueirais. Em julho deste mesmo ano, no Sítio São João em Vargem Grande (Teresópolis), passei a desenhar e aquarelar diretamente da natureza. Saía com a minha caixinha de aquarelas e ia registrando a paisagem rural da borda da Serra dos Órgãos. Foi um amigo de adolescência, Ricardo Van Steen, quem me sugeriu que fizesse uso desta técnica. Ricardo, um aquarelista e desenhista extraordinário - foi aluno de Marcelo Grassman e de Wesley Duke Lee - olhava o mundo de uma maneira próxima à minha. Ambos éramos influenciados pela pintura de Edward Hopper. "
Participa do IV Salão Carioca de Arte.
Dezembro de 1980 - Primeira exposição individual na galeria Rodrigo de Mello Franco, FUNARTE, no prédio do Museu Nacional de Belas Artes. São pinturas, aquarelas, desenhos e pastéis. Nesta exposição recebe uma elogiosa resenha crítica no Jornal do Comércio de Walmir Ayala intitulada O Trivial Analisado: "... Há um mistério latente nas superficialidades aparentes destas paisagens, geralmente urbanas, e que ele transcende ao colocar, como divisor de águas o retângulo translúcido das janelas. O olhar do espectador é convidado então a refletir sobre o aqui e o além, sobre o que está antes e depois do espaço medido, numa passagem ideal da circunstância para o metafísico.
Há um trabalho que especialmente conceitua e sintetiza este silêncio do espírito, sob a placidez do presente materializado. É um trabalho noturno, de azuis profundos, revelando visualmente, no primeiro plano, uma mesa com um vaso de flores, e em seguida a correção da janela definindo a paisagem em massa compacta e sufocante. O detalhe de uma das flores ter caído do vaso sobre a mesa no primeiro plano aprisiona uma noção de tempo, e tudo fica sendo antes e depois desta queda silenciosa. O todo adquire uma empostação metafísica, o exercício plástico sendo iluminado pela poderosa solidão das coisas inanimadas, sobre as quais o artista exerce o exorcismo do sopro genesíaco. Tudo isto Gonçalo Ivo resolve com exemplar juventude, com técnica atenta e coerência expressiva. Os detalhes ensolarados, o jogo de sombras, as intensidades de projeção da incidência luminosa, criam uma dinâmica que agiliza o olho na percepção das formas rigorosamente estruturadas. ... Estamos diante do primeiro documento de um artista novo, ao qual não faltam energia e imaginação para verticalizar uma experiência em termos de vocação. Que o tempo lhe seja concedido e generoso."

1981
Primeira viagem à Europa. Vai a Inglaterra, Espanha e Portugal. " Nos primeiros dias de janeiro fui para a Europa. Foi a minha primeira viagem sozinho e com recursos próprios, oriundos das vendas da exposição da Funarte. Passei quatro meses entre Londres, Madri, o Porto, Barcelona e Lisboa. Durante os dias me dedicava aos passeios, museus, comida e vinhos. À noite trabalhava compulsivamente em aquarelas, desenhos e pequenos livros de anotações. Em Lisboa fiquei mais tempo. Achei a cidade linda, era final de inverno e a luz coloria as casas com dourados e cobres. Retornei desta viagem no final de abril. Resolvi então abandonar até o início do segundo semestre o curso de arquitetura. Fiquei em Teresópolis me dedicando à aquarela. Iniciei duas séries, A Mesa do Pintor e uma outra que batizei Paisagem Vulgar.
Participa do V Salão Carioca de Arte e do IV Salão Nacional de Artes Plásticas, ambos no Rio de Janeiro. De volta a universidade, faz concurso para o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) e é escolhido para trabalhar como pesquisador do arquiteto e urbanista Carlos Nelson Ferreira dos Santos. " O Carlos Nelson foi muito importante para minha formação. Cheguei até a pensar na possibilidade de trabalhar com pesquisa urbana, crescimento das cidades, habitação de baixa renda, etc. Carlos Nelson nos fazia ler coisas tão antagônicas quanto o filósofo francês Michel Foucault, os arquitetos americanos Robert Venturi e Jane Jacobs, as teorias de Le Corbusier, Levi Strauss, etc. Foi uma época muito rica para mim e meus companheiros Ronald Ingberg, Manolo Morales, Eramir Russo e José Cardoso . Fizemos uma espécie de instalação dentro de uma sala da universidade que reproduzia os labirintos de uma favela. Foi tudo montado com barbantes e jornais."

1982
Vende suas primeiras aquarelas para o marchand e escultor Evandro Carneiro, que adquire nove aquarelas da série "A Paisagem vulgar".
A convite de seu amigo pintor Abelardo Zaluar, participa da exposição "Interiores", homenagem a Jacinto de Morais, na Piccola Galeria, Instituto Italiano de Cultura.
Participa também do VI Salão Carioca de Artes Plásticas e do V Salão Nacional.
Viaja para o México e Nova York.
Realiza sua segunda exposição individual inteiramente dedicada à aquarela na galeria Divulgação e Pesquisa a qual dá o título de "A Mesa doPintor, a Paisagem Vulgar e Outros Assuntos".
Recebe uma menção crítica no Jornal O Globo de Frederico Morais :" ...Gonçalo Ivo realiza sua segunda exposição individual no Rio de Janeiro. Na galeria Divulgação e Pesquisa vai expor aquarelas realizadas nos últimos dois anos e nas quais as imagens mostram a mesa de trabalho do pintor em diversas horas e lugares, numa tentativa de documentar seu próprio cotidiano, e outras, de pequenas dimensões, agrupadas em torno do título " A paisagem vulgar ". Nelas, Gonçalo Ivo investiga de forma fragmentária os elementos essenciais de uma paisagem. Noutra série, focaliza a paisagem urbana...."
No final do ano conhece o artista José Maria Dias da Cruz (1935) na casa do poeta João Cabral de Melo Neto. Uma profunda amizade surgirá entre os dois.

1983
No início de janeiro faz sua segunda viagem à Europa. Vê uma exposição das aquarelas de William Turner e de seus cadernos de viagem no Museu do Prado. Nesta estadia européia Gonçalo Ivo é levado por seu amigo, o poeta português Antonio Osório de Castro ao ateliê do aquarelista Mario Botas (1952-1983)." Mario gostou muito do meu trabalho, passamos os tres a madrugada conversando sobre arte e também sobre técnica de aquarela. Mario me ensinou vários recursos que utilizo até hoje em minhas aquarelas."
A convite de Dora Basílio realiza exposição individual na Galeria Contemporânea, Rio de Janeiro. Participa do VII Salão Carioca de Arte e da exposição "Artes no Parque", da Escola de Artes Visuais do Parque Laje.
Em ensaio publicado na revista portuguesa Colóquio Artes o crítico brasileiro radicado em Paris Roberto Pontual ressalta a marca do construtivismo sensível de Joaquim Torres Garcia nos trabalhos recentes de Gonçalo Ivo.
Aprofunda amizade com artistas de outras gerações como Abelardo Zaluar, Carlos Martins, bem como com nomes da sua geração, Hilton Berredo, Fernando Barata, Amador Perez, Jadir Freire , João Atanásio e Otávio Roth.
Em carta a Gonçalo Ivo Abelardo Zaluar declara : " Suas pinturas, notadamente a aquarela revelam um espírito fino e investigador na abordagem de temas que vão do interesse pela arquitetura popular aos sofisticados objetos do homem. Venho acompanhando com interesse sua trajetória de artista através das várias exposições que já realizou e constato constância, método e coerência no seu trabalho que revelam inegavelmente o seu talento criador e qualidades pessoais que o credenciam como artista sério e estudioso."
Conclui o curso de arquitetura e começa a trabalhar para as editoras Global de São Paulo e Record do Rio de Janeiro.
Passa a trabalhar com a galeria Estampa, especializada em arte sobre papel.

1984
Participa das seguintes exposições: "Seis Artistas e o Pequeno Formato" na Galeria de Arte da UFF , Niterói, VII Salão de Artes Plásticas, MAM, Rio, VIII Salão Carioca de Arte onde ganha o 3º prêmio de desenho, "Geração 80" na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio e Galeria MP2, Rio.
Participa também da Exposição Arte Contemporânea en Latino America na Escuela Nacional de Artes Plásticas na cidade do México.
" O ano de 84 foi importante não só para mim como para toda uma geração de jovens artistas. Meu trabalho começava a tomar um rumo mais definido."
Por indicação de Abelardo Zaluar e José Maria Dias da Cruz passa a lecionar aquarela no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

1985
Participa das exposições " Encontros", homenagem a Maria Leontina (1917-1984) na Petite Galerie e "O Fazer e seus Modos" na loja Museum ao lado de Ligia Pape, Ronaldo Macedo e Ascanio MMM entre outros com curadoria de Marcio Doctors. A convite de Paulo Leal participa da exposição " Nova Geometria" na galeria Saramenha, no Rio de Janeiro. A convite de Vitor e José Roberto Arruda passa a trabalhar com exclusividade para a Galeria Saramenha. Volta a pintar a óleo. Tem as suas obras adquiridas pelo Colecionador João Leão Satamini.
Aluga ateliê no bairro de Santa Teresa na esquina da rua Áurea com a rua Aarão Reis. " Em setembro consegui alugar o ateliê. O José Maria foi o avalista. O apartamento é muito iluminado. Na sala estou trabalhando os quadros maiores. No primeiro quarto ficam a prensa do João Atanasio e o depósito de telas. O segundo quarto é para a mesa de aquarelas. Nele passo as noites e as madrugadas. De lá dá para ver todo o Catumbi, o cemitério, as ruas de pedras e a casas velhas com os quintais nos fundos. À noite se ouve o interminável latido dos cães e o rangido dos bondes na curva da Rua Àurea."
Faz uma série de pequenas gravuras em metal sob orientação e no ateliê do gravador João Atanásio (1948).
Faz uma individual de aquarelas na Galeria Artespaço.
Faz sua primeira exposição individual em São Paulo, na Galeria Arco de Bruno Musatti. Esta exposição leva o trabalho de Gonçalo Ivo à apreciação de poeta e crítico Theon Spanudis (1915-1985) e do colecionador Ladi Biezus, que passa a adquirir seus trabalhos.
Passa a trabalhar na Funarte e a convite de Paulo Herkenhoff vem a ser o coordenador do projeto "Melhoria dos Materiais de Arte no Brasil". Nesta ocasião incentiva a Funarte a publicar o livro " Materiais de Arte no Brasil / Análise das tintas a óleo ", Instituto Nacional de Artes Plásticas.

1986
Casa-se com a bióloga Denise Esquenazi .
Participa da exposição inaugural da Galeria Usina em Vitória, Espírito Santo.
Faz três exposições individuais simultâneas: no Centro Cultural Cândido Mendes, Rio (aquarelas), na Galeria de Arte e Pesquisa, da Universidade Federal do Espírito Santo, Capela Santa Luzia, Vitória (aquarelas) e na Galeria Usina, Vitória (pinturas a óleo) . Pela primeira vez mostra seus objetos em madeira bem como suas têmperas e colagens sobre tampas e fundos de caixas de charutos
Participa da exposição coletiva "Six Brazilian Artists" em Nova York, e também da exposição Arte e Educação, oficina de pintura dos professores do MAM Rio, no IMPA, organizada por Enéas Vale.
Outras participações coletivas: Sala Exibição Especial - Arte de Hoje, Galeria Eliseu Visconti, Museu Nacional de Belas Artes, Rio, International Contemporary Art Fair, Los Angeles, California e "Brazil Works on Paper", Sonoma State University, California (travelling exhibition).
É nomeado professor visitante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde leciona pintura por seis meses.
Por ocasião da exposição de Gonçalo Ivo no Centro Cultural Cândido Mendes, Walmir Ayala escreve no Jornal do Comércio: " " Para que serve a palavra para a pintura? ", indaga Gonçalo Ivo, no belo catálogo de sua exposição, a inaugurar-se amanhã no Centro Cultural Cândido Mendes. Evidentemente, o artista dispensa o comentário verbal, onde há "questões pictóricas". Para quem, como eu, só sabe (ou pretende saber) escrever, a ótica é outra. Vendo a maravilha do laboratório no pictórico de Gonçalo Ivo, as palavras assomam como pensamentos, ligadas a pensamentos, e são tentativas de uma outra pintura, relacionamento e prazer.
Gonçalo Ivo nos dá um catálogo sem nenhuma palavra, apenas fotos de quadros e de ambientes por ele vivenciados. Nos ambientes há uma aura de trabalho. Nas aquarelas uma delicada e correta poesia, organizada com fórmulas que se modulam e encaixam como notas de uma partitura romântica. Acompanho Gonçalo Ivo desde suas primeiras tentativas plásticas, e sempre me surpreendi com a decisão e o domínio instrumental que ele testemunhava. Apesar do cuidado que tem hoje em evitar o discursivo, não se furta a encaminhar algumas chaves de leitura ao dizer que os trabalhos de agora "trazem referências urbanas noturnas, históricas (com relação à tradição da pintura) e autobiográficas ". As referências figurativas, por exemplo, que ele mesmo confessa, não nos acrescentam nada. São de tal forma resolvidas as equações visuais propostas, que as referências mais concretas, que eu particularmente encontro, dizem respeito a pulsações anímicas, percepções ricas de vida expressas em estruturas informais e palpitantes. Klee, Mondrian, Schumann, Satie, passam recados conscientemente filtrados nas brechas do que nos propõe este jovem artista maduro. Seu rosto, no fim do catálogo, tem a doçura e determinação dos estigmatizados. E um brilho no olho que parece dizer: eu vejo, por isso canto. Recomendo especialmente esta exposição."

1987
Participa das seguintes exposições coletivas: "O Rosto e a Obra", galeria do IBEU, Rio, National Watercolor Society, 66th Annual Exhibition (travelling exhibition), EUA.
Faz duas exposições individuais simultâneas: Galeria de Arte do Centro Empresarial Rio, RJ (pinturas, objetos, aquarelas e desenhos), coordenada na época por Ronaldo do Rego Macedo e Ascânio MMM, e Galeria Arco, SP (objetos e aquarelas).
Adquire um apartamento na rua Almirante Alexandrino em Santa Teresa que também lhe serve de ateliê. Deixa de lado as atividades didáticas e o trabalho burocrático da FUNARTE e passa a viver exclusivamente de seu trabalho como pintor. Mora a maior parte do tempo em Teresópolis.

1988
Participa da "International Contemporary Art Fair", Los Angeles, California, e de "Six Contemporary Brazilian Artists" no Memphis College of Art, Tennessee, EUA.
E também da exposição "Brazil" no ISD em Nova York, organizada por Sergio Tissembaun.
Trava contato com o marchand de Brasília Oscar Seráphico, participando em sua galeria da exposição "4 Abstratos".
Passa a viajar frequentemente com sua mulher Denise pelo sertão e litoral nordestino. " O trabalho com Oscar Seráphico em Brasilia era uma forma de conhecer lugares novos e voltar a alguns essenciais. Denise e eu pegávamos o carro e nos embrenhávamos pelos sertões da Bahia. Conhecemos as várias cidadezinhas do São Francisco e da Chapada da Diamantina. Depois percorríamos o litoral. A mala do carro voltava com dezenas de peças de madeira, galhos de árvores, pedras e sacos com areia e terras de diversas cores. Os cadernos de aquarelas iam se manchando das impressões que estes lugares transmitiam. Não há nada como o céu do sertão ou o mar do Pontal do Coruripe e seus currais de peixes."

1989
Exposição individual de pinturas a óleo na Galeria Saramenha. Texto e catálogo de Fernando Cocchiarale.
" Talento confirmado. Com sua nova individual na Galeria Saramenha, não há como não reconhecer que Gonçalo Ivo é um dos melhores artistas de sua geração. (...) Como desenhista, marcou presença e já prenunciava o pintor que explode na exposição atual, embora anteriormente tenha apresentado pinturas no Iº Salão Nacional de Artes Plásticas (1978). Gonçalo Ivo é um abstracionista muito especial. As ligações com o real coexistem, pois na sua pintura fica evidente a fascinação que sente com os currais de peixes das praias nordestinas ( de sua origem ) e elementos da cultura atávica, sem que ele isole esse ou aquele motivo, uma vez que os integra na própria abstração. Sobretudo, é um colorista nato, que domina a cor como poucos de sua geração, não só nas grandes dimensões da tela como, igualmente, nas telas de pequenas dimensões, também presentes na exposição através de tres belos trabalhos. Sem dúvida, uma das melhores mostras deste semestre." - Geraldo Edson de Andrade.
" A obra de Gonçalo Ivo é fruto do domínio preciso e da compreensão crescente dos materiais e técnicas, situando-o entre os mais completos artistas de sua geração." - Fernando Cocchiarale.
Em texto publicado no Jornal do Brasil com o título de Afirmação do Ofício, o crítico Reynaldo Roels Jr. detecta em Gonçalo...." um artista singular no cenário carioca, um pintor preocupado quase que exclusivamente com a afirmação e a discussão do ofício. O objetivo de Gonçalo é claramente o de recuperar uma tradição de excelência visual, digamos assim, de certo modo diluída à medida em que o peso começa a se transferir para a expressividade ou para o conceito....A ênfase das pinturas de Gonçalo está centrada exatamente aí: a excelência do fazer artístico, que ainda é capaz de assegurar ao olhar uma posição central na sociedade contemporânea, onde ele tende a ficar anestesiado pelo excesso de informações visuais..."
" A galeria Saramenha abriu ontem a individual do artista plástico Gonçalo Ivo, jovem que surgiu no início da década, mas que se conservou destacado da maré expressionista de sua geração. Arquiteto de formação, Gonçalo deixa transparecer na pintura a experiência que acumulou quando era pesquisador do Ibam e vivia em contato com a arquitetura popular da periferia. É fácil detectar em suas telas as remissões ao casario urbano, obviamente submetido às suas construções gráficas e geométricas. Aliás, Gonçalo Ivo usa diversas fontes para pensar seu trabalho e, de maneira geral, muitas das referências estão ligadas às culturas arcaicas e populares. A escultura africana, que já havia orientado o pensamento cubista; a pintura corporal e das cerâmicas indígenas; o artesanato popular, como o trançado da palha ou das talas de cipó e de arumã, são algumas das alusões que o trabalho faz imediatamente na sua trama aparente. Mas nem só das fontes populares Gonçalo se nutre; na verdade, esse referencial de origens primitivas em sua pintura está fortemente amarrado à própria tradição moderna. Do Cubismo ao Construtivismo, encontramos ali um pouco de Cézanne, muito de Klee, algo de Miró e, mais remotamente, Mondrian. Quanto à história brasileira, sem dúvida há reminiscências ao nosso passado concreto e neoconcreto, numa espécie de fusão entre Volpi e Leontina. Mas certamente é Paul Klee que está por baixo de todas essas informações e se olharmos, por exemplo, para a sua tela "Estrada principal e estradas laterais", de 1929, poderemos adivinhar ali o cerne das questões de Gonçalo. Também ligado às estruturas primárias, Klee retrocede aos procedimentos gráficos das crianças e às civilizações orientais como fontes básicas de seu próprio grafismo. Quanto à estrutura desse grafismo, ela era ambivalente, podendo tanto apontar para a superfície, quanto para a profundidade; coisa, aliás, que nosso Volpi desenvolveu brilhantemente. Também entre a perspectiva e o plano ordenam-se as telas de Gonçalo Ivo, ainda carregadas de valor afetivo no uso da cor, o que faz tanger Miró. E é justo esse fator subjetivo o que vem, aos poucos, e recentemente, começando a dominar as telas de Gonçalo. A ponto de, nos últimos trabalhos da série apresentada nesta exposição da Saramenha, já percerber-se uma ânsia de "desordem", de "desconstrução", que o está levando a outros procedimentos, mais próximos do expressionismo abstrato, pela observação de De Kooning. Como se vê, a gama de referências que informam o trabalho de Gonçalo Ivo é das mais diversificadas, ainda que seguindo um mesmo encadeamento de idéias e determinados rumos da tradição da pintura moderna...." - Ligia Canongia, O Globo.
"Eis um pintor que não para de me surpreender. Correto, profissional, poeticamente rico em cada momento de sua trajetória, mostra-se sempre completo quando presta contas de uma nova fase de sua produção. Não pude deixar de lembrar Maria Helena Vieira da Silva, ao sentir visualmente a transparência de sua "cidade" . Como a grande portuguesa de Paris, Gonçalo Ivo ilumina sua construção de uma ordem mental que não recusa a intensidade da beleza e do sonho. As "construções" passam em compasso camerístico, ardem num grafismo espontâneo, mas rigorosamente controlado, deixam passar a cor como sinais de vida num organismo mutante e apaixonado. Tudo com a devida contenção. Mágico e belo o trabalho deste moço. Nosso aplauso...." - Walmir Ayala, Jornal do Comércio.

1990
Abre na mesma noite duas exposições individuais com o lançamento dos dois primeiros livros dedicados ao seu trabalho.
Apresenta-se na galeria Artespaço com 14 aquarelas e o lançamento do Livro "The Whitechapel Drawing Book" organizado por Elizabeth Fonseca, com textos de Fernando Cocchiarale, Ladi Biezus e do próprio artista.
"....Estes "livros sem palavras" de Gonçalo Ivo fazem as vezes para mim de verdadeiros "livros de orações", para o culto pessoal. Os museus e as boas exposições representam o lugar para o "culto público", para a conexão com a transcendência em público e socialmente . Os "livros sem palavras" de Gonçalo Ivo são os companheiros, para a conexão com a transcendência na intimidade. A ligação se faz, é claro, também intelectualmente. Mas nossos tempos estão saturados de intelectualismo e a gente necessita recuperar outros acessos, e sobretudo recuperar a capacidade de se ligar a Deus com a totalidade do nosso ser; de corpo e alma. A porta do olhar, de todas, sem dúvida, é a que mais foi instrumentalizada no sentido da posse e da dominação. Olhamos quase sempre com o olhar da apropriação ou com o olhar invasor. O que necessitamos para a conexão com a transcendência é do olhar da entrega. Entregarmo-nos sem o projeto intelectual de "apropriação", sem o olhar indiscreto que invade para dominar, mas simplesmente embarcar numa viagem em que viajar é a finalidade em si, pois isto nos conduzirá a Deus através do olhar; e é isso que esses livros de orações pintadas, sem narração, de Gonçalo Ivo nos ensinam a re-descobrir" - Ladi Biezus.
A galeria Saramenha apresenta pinturas e objetos e o lançamento do livro Gonçalo Ivo/Roberto Pontual, edição da Galeria Saramenha.
"...Cruzamentos, murmúrios das coisas e das gentes, veios e veias da vida: eis, pelo arcabouço e o canto equilibrados de Gonçalo Ivo, a floresta a atravessar até a barreira separando o jubiloso jardim da existência do campo frio, cego e invariante do Nada." - Roberto Pontual.
A revista de arte paulista Guia das Artes ano 5, nº 23 dedica a Gonçalo Ivo a matéria de capa com texto de Len Berg: " Duas exposições simultâneas em novembro/dezembro no Rio de Janeiro, movimentadas pelo lançamento de dois livros do pintor carioca Gonçalo Ivo, 32 anos, fecham uma década de produção plástica, enfatizam uma das melhores pinturas que se fazem hoje no país , e aprofundam a discussão em torno da visceralidade e da personalidade de seu trabalho, por oposição a uma produção presidida pelo pretenso rigor ideológico e pela tutela da crítica e, por decorrência, pela inibição quase constante do talento.."
Passa tres meses viajando com sua mulher entre Holanda, Espanha, França e Inglaterra.

1991
Sucessivas viagens à Europa e ao Nordeste do Brasil.
Passa a trabalhar com o marchand Cláudio Gil.
Trabalha no seu ateliê de Teresópolis.

1992
Participa das seguintes exposições coletivas:
Gonçalo Ivo e José Maria Dias da Cruz, Galeria Rodrigo Melo Franco de Andrade, Museu Nacional de Belas Artes, Rio; Eco Art, MAM, Rio; acervo do Centro Cultural Cândido Mendes, MAM, Rio: Coleção João Sattamini, Paço Imperial (Rio) e Centro Cultural São Paulo(SP).
Passa a trabalhar com a DAN Galeria em São Paulo.
Gonçalo e Denise viajam novamente para a Europa.

1993
Participa de exposições coletivas: Art Chicago (Arte do Brasil), EUA e Galerie Debret, Paris.
Viaja pela Europa: Itália, França, Holanda .
Aluga um apartamento em Paris na rue du Mont Thabor .
Vai a Caracas, Venezuela para a confecção de uma serigrafia para o Banco Bozano Simonsen.
É convidado pelo artista plástico Bob Nugent a elaborar rótulos para a produtora de vinhos Benziger Family Winery em Glen Ellen na Califórnia na coleção "Imagery Series".
Em 14 de agosto nasce no Rio de Janeiro sua filha Antonia.

1994
Participa das seguintes exposições coletivas: Gonçalo Ivo, José Maria Dias da Cruz e Ronaldo Macedo, no Paço Imperial, Rio e Art Miami. Joel Edelstine, EUA.
Faz tres exposições individuais: Museu de Arte Moderna do Rio (pinturas e objetos) catálogo com textos de Marcos Lontra e Gonçalo Ivo, patrocínio obtido com a ajuda de seu amigo, o colecionador carioca Luiz Chrysóstomo, Pinacoteca do Estado de São Paulo (pinturas, desenhos, aquarelas e objetos, antologia de dez anos de trabalho), SP e Dan Galeria,em São Paulo (pinturas e objetos) com texto e curadoria de Maria Alice Milliet.
"...A pintura de Gonçalo Ivo insere-se na tradição moderna, na linguagem que remonta a Cézanne e Braque e no Brasil, tem em Volpi um paradigma: a construção plástica impregnada de uma realidade pressentida...." - Maria Alice Milliet.
Em novembro viaja com Denise e Antonia para a Europa.
É convidado por seu amigo norte americano, o artista plástico Bob Nugent (1947) a desenhar rótulos para Benzinger Winery, produtor de vinhos na Califórnia.

1995
Participa da mostra "Exposición Internacional de Aquarela - Agrupación de Aquarelistas Vascos" em Bilbao, Espanha.
Nasce em 27 de março seu segundo filho, Leonardo.
Viaja para Paris com seu amigo e colecionador Ladi Biezus para ver a retospectiva de Cézanne (1839-1906) no Grand Palais.
Inicia uma série de trabalhos figurativos que tem como tema a figura de uma árvore seca.
Pinta uma série de vasos de barro cozido.
Inicia também uma série de sete pinturas para uma capela em Concórdia, no Paraná encomendada por Ladi Biezus.
Passa a trabalhar com o marchand carioca Anita Schwartz.

1996
Exposição de inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) coleção João Satamini.
Participa do Projeto Fachadas Imaginárias - Laboratoire Sculpture Urbaine - Arcos da Lapa, Rio de Janeiro.

1997
Publica o livro Diário de Imagens com textos de Ladi Biezus e Gonçalo Ivo, Edições do Kivu por ocasião de duas exposições individuais, Paço Imperial Rio e Dan Galeria, São Paulo.
Participa de duas exposições coletivas em Vancouver no Canadá, "Art 97" e "Texture and Sensibility", ambas na Lewarne Galleries.

1998
Faz exposição individual no Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro ao mesmo tempo em que é lançado o livro Gonçalo Ivo/Frederico Morais, da série Tres Identidades na Pintura Brasileira, coordenação de Laura Marsiaj e Aldo Macedo, editora Salamandra. Esta exposição irá gerar enorme polêmica. Gonçalo Ivo apresenta obras monumentais figurativas todas das séries das Árvores. Ao mesmo tempo denuncia o sistema de arte dominado por curadores e críticos que privilegiam quase que exclusivamente mídias mais contemporâneas como vídeos, instalações, fotografias em detrimento das linguagens tradicionais como a pintura, a gravura e o desenho. Toda essa discussão gera matérias na em toda mídia brasileira, Jornal O Globo (1º página), revista do Banco do Brasil, o Estado de Minas, Jornal do Brasil, etc.
Participa de tres exposições coletivas: "Obras em Destaque:Primavera 1998", MAC Niterói; "Recent Works", Lewarne Galleries, Vancouver; "Art International" Lewarne Galleries, Nova York, EUA.
Publica, com seu amigo, o artista plástico norte americano Bob Nugent, um livro de gravuras aquareladas originais denominado "Sob a Camada Vital".
A convite da revista cultural do Banco do Brasil publica texto sobre Pablo Picasso e sua famosa suite Vollard intitulado "Caligrafia Ancestral" ( revista Veredas, ano 4, nº 38, Rio de Janeiro, fevereiro).
É publicado também na revista Bravo um texto sobre a influência de Marcel Duchamp na arte brasileira, intitulado "Viúvas subdesenvolvidas" (revista Bravo, ano 2, nº 19, São Paulo, abril).
Trabalha como front cover designer para a editora americana Pine Press. Faz as capas do livro "The Festival of Familiar Light" do poeta americano Kerry Shawn Keys e de uma antologia poética do seu pai entre outras capas publicadas por esta mesma editora.

1999
Exposições coletivas: Anita Schwartz Galeria no Rio de Janeiro e Galerie Collis em Lausanne, Suiça.
Conhece os marchands Rolland e Edith Flak, que passam a representa-lo na França.
Passa uma temporada de seis meses com Denise, Antonia e Leonardo em Paris e faz sua primeira exposição individual na Europa na Galerie FlaK em Paris.
"...Dans ses huiles sur toile éclatent son sens de la couleur et un souci évident de la construction qui est la conséquence de son activité d'architecte qu'il mène parallèlement à celle de la peinture. Ses compositions sont influencées par une culture métissée où cohabitent classicisme et baroque, effusion colorée et sérénité lumineuse, imaginaire et volonté. Gonçalo Ivo, qui est aussi poète, tronque les mots pour les couleurs qu'il emprunte aux somptueux tissus chatoyants des pêcheurs de Bahia ou de Recife hérités de la culture africaine. Cette ivresse de couleurs est soustendue par des structures qui évoquent les architectures de Brasilia. Ses huiles sur toile, ses aquarelles qu'elles se nomment "Rio Araguaia", "Fête africaine" ou "Fête Brésilienne" sont des invitations au voyage dont il nous révèle la fascination visuelle. La rigueur de la composition divisée en compartiments renfermant un alphabet pictural fait penser à Torres Garcia ou à Vieira da Silva. Quelques toiles montrent des bandes colorées horizontales dont la saturation des pigments détient un fort pouvoir lumineux". - Lydia Harambourg in La Gazette de l'Hôtel Drouot, nº34.
"Aux couleurs brésiliennes: celles des toiles et aquarelles de Gonçalo Ivo, véritables fêtes picturales, baignées de la somptuosité des tissus colorés des pêcheurs de Bahia ou de Recife. Une influence africaine aussi revendiquée et baignée, en prime, par les eaux puissantes de l'Amazone ou par l'architecture de Brasilia. Bref et en quatre mots: plus brésilien, tu meurs!" - in Art Actuel, nº 4, septembre/octobre 1999.
Ao voltar ao Brasil faz uma exposição individual de pinturas na Galeria Anita Schwartz no Rio.
Participa do Projeto Fachadas Imaginárias - Laboratoire de Sculpture Urbaine - Pacaembu, São Paulo.

2000
Muda-se com a família para a França. Primeiro se instala em Neuilly-sur-Seine. Meses depois se muda para o centro de Paris. Vai morar na rue de Liège, em frente à Place de l'Europe e à Gare St. Lazare.
Novamente, a convite do artista plástico francês Philippe Mouillon, participa do Projeto Fachadas Imaginárias - À la Nuit Tombée, opus 1, à beira do rio Isère em Grenoble na França.
Participa também da exposição coletiva "Art et Cigare" na Galerie Flak em Paris.
Volta ao Brasil para o lançamento do "Livro das Árvores" na Dan Galeria em São Paulo.

2001
Faz sua segunda exposição individual na Galerie Flak, "Le Temps des Arbres".
No Brasil participa de duas exposições coletivas: " Espelho cego: seleções de uma coleção contemporânea", coleção Marcantonio Villaça, Paço Imperial (RJ) e MAM (SP) e " Aquarela Brasileira" no Centro Cultural Light, Rio de Janeiro com curadoria do aquarelista Alberto Kaplan.
Viaja com seus marchands franceses e sua família para a inauguração da exposição "Art et Cigare" no Museu Jan van der Togt em Amstelveen na Holanda, da qual participam entre outros Arman, Corneille, Antonio Segui, o fotógrafo André Villers, Julio Le Parc.

2002
Passa as férias de inverno na Itália. Visita Roma e Veneza. É contratado pela Venice Design Art Gallery e neste mesmo ano faz sua primeira exposição individual em Veneza.
Participa também da exposição de inauguração da Condé Galeria de Arte e da exposição do acervo do Centro Cultural Cândido Mendes, ambas no Rio de Janeiro.
É publicado pela Andrea Jakobsson Estúdio o livro "Aquarelas" com textos de Edgar Lyra, José Maria Dias da Cruz e do próprio artista.
Viaja à Espanha para a inauguração em Madri da Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO) onde é representado pela DAN galeria.

2003
Em junho é lançado em Veneza, junto com uma exposição, um livro com texto do crítico italiano Lionello Puppi, intitulado Gonçalo Ivo, edição Galeria Venice Design.
Inaugura em São Paulo, a convite do superintendente do Instituto Moreira Salles, o poeta Antonio Fernando de Franceschi uma exposição de aquarelas e têmperas, que fará itinerância em todos os seus centros culturais ( Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Poços de Caldas e Porto Alegre, 2003/2005).
É lançado também um catálogo com texto de Antonio Fernando de Franceschi e uma longa entrevista com o artista.
Com o Laboratoire de Sculpture Urbaine participa de uma intervenção urbana em Alger na Argélia.
Também participa de duas exposições coletivas no Rio de Janeiro, uma no Centro Cultural Cândido Mendes e "Pintura Atemporal" no Espaço Cultural dos Correios.
Participa da Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO) em Madri na Espanha, representado pela DAN galeria.

2004
É publicado em Paris o Livro de Gonçalo Ivo pela coleção " L'Enfance de l'Art", edição da Galerie Flak, com texto do crítico e poeta francês Gilbert Lascault.
Por ocasião Gonçalo inaugura sua terceira exposição individual em Paris na Galerie Flak. Lydia Harambourg escreve: "Cet artiste brésilien revient pour sa troisième exposition avec des peintures éclatantes et lumineuses, marquées par les rythmes et les harmonies de sa musique natale. Les lignes qui divisent la surface de la toile établissent une géométrie dans laquelle jouent les découpes colorées dont il cherche les accords. L'huile, longuement travailée en larges bandes comme sur "Les fleuves" ou en petits triangles comme sur "Pano da Costa", laisse monter une saturation vibrante. La gamme de jaune, de rouge, de bleu s'exaltent alors que les lignes de séparation entre les fragments retiennent, dans ce cloisonnement imperceptible, une tension lumineuse réactivant toute la surface. Lorsqu'il recourt à la tempera, celle-ci atténue une flamboyance au profit d'une intensité chromatique particulière rappelant ces étoffes tissées par les Indiens d'Amazonie. Ici l'image n'est d'aucun secours quand il s'agit d'éxprimer un climat poétique dont Gonçalo Ivo connaît l'efficacité: il fut élevé dans la culture des mots rassemblés par son père, le poète Lêdo Ivo." - in La Gazette de l'Hôtel Drouot.
Faz uma exposição indvidual com sua marchand carioca Anita Schwartz, pinturas e objetos, catálogo publicado por ocasião desta exposição com texto de Edgar Lyra. Nesta exposição Gonçalo Ivo apresenta pela primeira vez seus objetos tridimensionais ( esculturas em pequeno e médio formato em madeira com interferência com folhas de ouro, prata, cobre, etc). Alguns desses trabalhos são "objets trouvés" com suas marcas deixadas pelo tempo. Apresenta também uma série de têmperas, colagens e pinturas de grandes dimensões.
" Rios, igrejas, objetos ao mesmo tempo totêmicos e sensuais... O que se reafirma nesta exposição preparada por Gonçalo Ivo para a galeria Anita Schwartz é uma arte comprometida com a beleza, melhor, com a elevação da beleza mais epidérmica ao patamar do sagrado, como se, com Valéry, se afirmasse que o mais profundo é a pele..." - Edgar Lyra.
Participa das seguintes exposições coletivas:
Museum of Latin American Art, Long Beach, California, EUA;
Palo Alto Center, California, EUA;
Connecticut College, New London, EUA;
Como Está Você, Geração 80?, com curadoria de Marcus de Lontra Costa, exposição comemorativa dos 20 anos da Geração 80, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.
Arquivo Geral, Jardim Botânico, Rio.
No dia 23 de março deste ano falece Leda, sua mãe.
Inicia em Paris três séries novas: mandalas - pequenas têmperas à caseína, folha de ouro, cobre e colagem; bandeiras - trabalhos em têmpera inspirados nas bandeiras Asafo de Gana; Prière - série de trabalhos onde Gonçalo utiliza papéis de oração, os cola sobre a tela e adiciona folhas de cobre, ouro ou prata.
No final deste ano termina a obra de seu novo ateliê em Teresópolis. Um grande galpão com pé direito de sete metros de altura que o artista constrói com o objetivo de trabalhar telas monumentais para as futuras exposições na Pinacoteca do Estado de São Paulo e no Museu Nacional de Belas Artes.

2005
Faz exposição individual na Venice Design Art Gallery em Veneza com pinturas e objetos e também na galeria das Éditions Charactères em Paris.
Participa das seguintes exposições coletivas:
59º Salon Réalités Nouvelles, Parc Floral, Paris;
Feira Internacional de Arte Contemporânea de São Paulo, SP/ Arte, Fundação Bienal de São Paulo, SP.
Simões de Assis Galeria de Arte, Curitiba, Paraná.
É publicado o livro Contos sobre tela, edições Pinakotheke com prefácio de José Castello com conto de Arnaldo Bloch inspirado em na aquarela As Pedras de 2002 de Gonçalo Ivo.

2006
Participa das seguintes exposições coletivas:
Art en Capital, Grand Palais, Paris;
Arte Moderna e Contemporanea no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio;
60º Salon Réalités Nouvelles, Parc Floral, Paris;
Feira Internacional de Arte Contemporânea de São Paulo, SP/ Arte, Fundação Bienal de São Paulo, SP.
Arquivo Geral, Centro Cultural Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, com curadoria de Paulo Venâncio Filho.
Atendendo à solicitação do então curador do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Paulo Herkenhoff, Gonçalo Ivo doa para a instituição uma pintura da série das bandeiras, uma série de aquarelas e um exemplar do livro aquarelado "Sob a Camada Vital".
Depoimento ao arquiteto e designer León Hepner, publicado na revista Ponto Art , edição brasileira, nº1, inverno 2006, págs. 24 a 27, cujo lançamento foi acompanhado de uma "accrochage" na Dan galeria em São Paulo.
Inicia uma nova série de trabalhos que batiza de Tissu d'Afrique. Estas pinturas têm uma estrutura formal próxima a extensa série dos Rios (Rio São Francisco, Rio do Zaire,) - "... O céu de Giotto, o mar de Volpi e os rios de Gonçalo Ivo revelam a mesma ambiguidade espacial. É que a geografia do artista é outra, como também sua geometria. O mar de Volpi está no céu, assim como na pintura de Gonçalo Ivo as águas do rio, imobilizadas no fundo da tela, se metamorfoseiam em céu de estrelas....O Rio São Francisco é submetido a idênticas metamorfoses. Sua nascente pode estar não em Minas Gerais, na Serra da Canastra, mas em alguma aquarela ou pequena pintura de Klee, com aquelas faixas de cor que se verticalizam em primeiro plano. Na pintura de Gonçalo Ivo estas faixas, situadas na horizontal, são extensivas, virtualmente infinitas. Neste caso, o que temos é um corte, a imobilização temporária dessas águas pesadas, ora barrentas, arroxeadas e laranjas, ora se abrindo aos rosas, azuis ou verdes mais delicados, como se fossem não um, mas vários rios correndo no mesmo leito, tranquilos uns, caudalosos outros. E de fato, Não é mais o "Velho Chico", mas o Rio Negro, lá do Amazonas, o rio que vem de Iboitirana, ou o Zaire, que é um rio africano, todos desaguando no imenso estuário de sua pintura, e às vezes nem mais o rio é, mas a solitária estrela da tarde, anunciando que a noite está chegando e que o céu vai se encher de estrelas. Ou é um curral de peixes. E de outra vez, de volta ao remanso do rio, vamos encontrar pequenos cortes lineares e irregulares, como se fossem uma pauta musical a interromper a monotonia das horizontais. Gonçalo Ivo pinta sua própria pintura..." - Frederico Morais in Gonçalo Ivo, Editora Salamandra, 1997.
Ao contrário dos trabalhos da série dos rios, os trabalhos recentes da série "Tissu d'Afrique" têm um balizamento nas duas laterais como se fosse uma moldura ..." O tema aparece como referência, pois se trata de representação geométrica, depuração da imagem como na série "Tissu d'Afrique". As miríades de retas numa vibração exuberante sugerem o giro circular de um caleidoscópio. Mapas da geografia do artista conduzindo nosso olhar pelas luzes tropicais que não admitem meios tons, nem terras, nem sombras. São luzes diretas tingindo os tecidos das telas com vigor, num ritual de cobrir a matéria para desvendar o espírito. Um alfabeto iniciatório, panos de transporte para o êxtase....."

2007
A convite da embaixadora do Brasil em Paris Vera Pedrosa encerra com uma exposição individual o evento " Entre Deux Lumières, des Artistes Brésiliens en France" com pinturas e objetos. Deste ciclo de exposições participaram ente outros Flávio Shiró, Fernando Barata, Artur Luiz Piza e Sebastião Salgado.
Exposições individuais na Dan Galeria, São Paulo, SP e na Galeria Murilo Castro, Belo Horizonte, MG.
" A obra de um colorista pode ser um sonho bom. "Às vezes eu vou ver as obras de Paul Klee e ver tudo aquilo reunido é um sonho bom e instigante", diz o artista Gonçalo Ivo. Da mostra que ele acaba de inaugurar na Dan Galeria, não dá nem vontade de sair: telas e objetos de madeira pintados carregam cores fascinantes, calmas, quentes, tramas, texturas, enfim, revelam um trabalho que tem, desde seu princípio, "vocação contemplativa e jubilosa", nas próprias palavras do artista. E não há nada de menor nisso, pelo contrário: seria muito óbvio, ele adverte, recalcar sua produção ao status de alienada porque não espelha de forma literal e direta a bizarrice e a violência dos tempos atuais. Gonçalo Ivo, talvez uma "ovelha negra da arte contemporânea", segue a sua corrente: a do fazer apurado e experimental pelo uso sutil de tantos materiais e cores, sempre em direção ao belo, " "ordem e simetria interna de todas as coisas." Nesse padrão de beleza move-se a pintura de Gonçalo Ivo: desde suas primeiras aquarelas, ainda muito jovem, um turbilhão criativo já anunciava uma obra inquieta, sem medo, encantatória, coerente." na citação de São Tomás de Aquino feita por Ligia de Franceschi, no texto sobre a atual exposição do artista. Têmpera, óleo, aquarela. Há muito de espiritual ao ver as obras do carioca Gonçalo Ivo reunidas na sala da galeria. Ao mesmo tempo, algo de ancestral e primitivo traduzido em obras contemporâneas...." - Camila Molina in O Estado de São Paulo, abril de 2007.
"... Admirador de pintores como Volpi, Maria Leontina e Ione Saldanha, Gonçalo não precisou sair do Brasil para encontrar seus mestres. Saiu para mostrar o que sabe fazer e fazer o que sabe." - Maria Alice Milliet in catálogo da exposição da Galeria Murilo Castro.
Exposições coletivas:
61º Salon Réalités Nouvelles, Parc Floral, Paris;
Art en Capital, Grand Palais, Paris;
Arte en Expansion, Museu de Arte Contemporanea Francisco Navares, Marguerita, Venezuela. É convidado a produzir uma peça manipulável especialmente para este evento.
Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO) em Madri na Espanha, representado pela Dan galeria.
É publicada em Portugal, pelas edições Quasi, uma antologia poética da poetisa Maria Valupi com capa reproduzindo uma aquarela de Gonçalo Ivo.

2008
Participa da Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO) em Madri na Espanha, representado pela DAN Galeria.
Participa da exposição " Art en Amérique Latine" em Charenton-le-Pont, França, junto a artistas como Antonio Segui e Malena Santillana.
Feira Internacional de Arte Contemporânea de São Paulo, SP/ Arte, Fundação Bienal de São Paulo, SP.
Publicação do livro Vozes Íntimas do poeta e ensaísta português António Osório pela editora Assírio e Alvim reproduzindo na capa uma aquarela de Gonçalo Ivo.
Inaugura em 25 de janeiro, com curadoria de Fernando Cocchiarale uma exposição de pinturas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Esta exposição conta com duas pinturas monumentais e objetos de madeira.
Em artigo no jornal A Folha de São Paulo o professor Jorge Coli comenta as exposições de Lasar Segall, Tarsila do Amaral, do fotógrafo Boris Kossoy e Gonçalo Ivo: " Outra exposição na Pinacoteca, tão notável quanto as precedentes, reúne obras de Gonçalo Ivo. Trata-se de telas com faixas horizontais e esculturas feitas de tocos pintados. A geometria está presente, mas uma certa materialidade sutil e irregular contamina as cores e as formas."
Por ocasião da exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo, o crítico Oscar D'Ambrosio, jornalista e mestre em Artes Visuais escreve: "Poucas artes se revelam tão próximas da religião como a pintura. Ela re-liga o ser humano como algo maior, que pouco pode ser explicado por meio de palavras, já que instaura sua existência num reino que beira o mágico e o misterioso, instâncias em que a poética do fazer é simétrica ao lirismo do viver. A obra de Gonçalo Ivo encanta o observador porque se dá justamente nessa atmosfera em que a construção racional e plástica é tão depurada, que atinge uma outra dimensão, marcada pelo questionamento daquilo que significa, de fato, desenhar, pintar ou fazer uma escultura. Nascido no Rio de Janeiro, em 15 de agosto de 1958, Ivo torna a aquarela um ato religioso no sentido mais denso do termo. Está ali a prática cotidiana de um pensamento sobre cores, luzes e transparências, sem as quais essa técnica não se realiza na sua plenitude. Ao se debruçar sobre pesquisas de cor realiza um aprendizado que leva com muita força para a pintura e para a escultura, onde a presença da colagem desempenha um papel telúrico, trazendo para o nível matérico uma experiência quase divina no ato de dar às camadas e nuanças cromáticas um valor superlativo. Existe em Gonçalo Ivo uma comovente relação com a arte. Trata-se de uma prática do fazer e do pensar aliadas de modo pouco visto hoje. Não há ali verborragia acadêmica ou simplicidade que disfarce falta de conhecimento, dois vícios muito presentes na arte contemporânea brasileira. O que se vê é uma arte que se realiza enquanto pensa e se materializa por aquilo que é pensado. Isso significa deixar de lado o ato de pensar para concentrar a atenção e a energia, como faz um monge budista, no esquecimento daquilo que se faz. Desse modo, a criação não se realiza como um parto doloroso, mas flui poeticamente. O resultado transporta a uma outra dimensão, que não é a do falar de arte, mas a de senti-la e praticá-la. Essa forma de manifestação plástica do criador carioca funciona como uma sinfonia, que leva a pensar na própria harmonia do mundo, numa relação divina - e ao mesmo tempo muito humana - com o universo. A poética de Gonçalo Ivo motiva uma conclusão: não podemos ter certeza da existência de Deus; mas, se ele for uma realidade, pintaria - e teria em Gonçalo Ivo um de seus fiéis discípulos, que pinta e traz a público esculturas de quem faz e refaz infinitamente, com delicadeza lírica, uma única e delicada aquarela. É na solene repetição do gesto, sempre em novas perspectivas, que a magia do "re-ligare" se completa."
Em julho, realiza uma exposição no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com a curadoria de Fernando Cocchiarale e o lançamento do livro "Gonçalo Ivo", por Edições Pinakotheke, Rio de Janeiro.
Em agosto, faz exposição individual na Dan Galeria em São Paulo e lança o livro "Gonçalo Ivo".
Entre julho e agosto executa em seu atelie em Teresópolis uma série de gravuras em metal com a ajuda de seu amigo e gravador João Atanásio. Estas gravuras fazem parte da edição especial do livro de poesias Réquiem de seu pai, Lêdo Ivo.
Em agosto ainda faz exposição individual na Galeria Pinakotheke Cultural no Rio de Janeiro por ocasião do lançamento do livro Réquiem, mostra as 18 imagens em óleo e têmpera feitas para o livro, editado pela Contra Capa Editora.
Em novembro participa em Paris da exposição Art en Capital realizada no Grand Palais.
Anda neste mês é convidado por Omar Carreño, Octavio Herrera e Jaildo Marinho para participar da Exposição Expansionismo na Galeria Durban Segnini em Caracas, Venezuela.

2009
Participa da Feira Arco em Madri representado pela Dan Galeria.
Faz parte da exposição comemorativa de um ano do novo espaço da Galeria Anita Schwartz com curadoria de Guilherme Bueno.
Vai a Dallas no Texas, Estados Unidos a convite do Museum of Geometric and MADI Art participar da abertura da exposição Expansionismo com curadoria de Dorothy Masterson. Profere neste museu no salão Arcadia uma palestra sobre Arte Geométrica Brasileira nos Anos 50 e 60.
No mes de abril participa do Salão Realités Nouvelles no Parc Floral Vincennes, Paris.
É publicado o livro "Uma casa na Floresta" de autoria de Denise Esquenazi Ivo pelas editoras Feliz e Pinakotheke com ilustrações suas. Por ocasião do lançamento do livro é feita uma exposição com as oito aquarelas originais que compõem as lustrações do livro na galeria Pinakotheke Cultural.

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