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Benedicto Calixto (1853 - 1927)

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Biografia do Artista

Embora tenha nascido em Itanhaém, no litoral paulista, em 14 de outubro de 1853, o pintor Benedicto Calixto de Jesus passou boa parte de sua infância na cidade de Brotas, no interior de São Paulo, onde residiam seus tios Antônio Pedro e Joaquim Pedro de Jesus. É nesse período que descobre a pintura. O menino Calixto ajuda o tio Joaquim a pintar e restaurar imagens sacras nas igrejas locais. Depois dessa experiência, Benedito Calixto começa a colocar em telas tudo o que vê. Seus primeiros quadros datam de 1873, quando tinha 22 anos. Durante a construção do teatro Guarany, em Santos, no ano de 1881, Benedito Calixto era um dos funcionários da oficina comandada pelo carpinteiro e marceneiro Tomás Antonio de Azevedo, o mestre Tomás. E é justamente nesse trabalho que sua vida muda de rumo. Nicolau de Campos Vergueiro, o Visconde de Vergueiro, que vistoriava as obras do teatro, vê vários “rabiscos” feitos nas paredes do lugar e quer saber quem é o autor dos desenhos. Mestre Tomás apresenta Calixto. O Visconde resolve ser o seu mecenas e financia uma bolsa de estudos na França. Em janeiro de 1883 Benedicto Calixto desembarca em Paris, onde começa a estudar com Jean François Rafaelli. Em seguida matricula-se na Academia Julien de Paris, onde é discípulo de Willian Adolphe Bouguereau, Robert Fleury, Gustave Boulanger e Jules Lefevre. De Paris ainda passa um período em Lisboa, antes de voltar a Santos, com saudades da família. Monta ateliê em São Vicente, onde pinta marinhas, cenas históricas, temas religiosos e muitas paisagens. Em 1885 é convidado a assumir a cadeira de desenho do colégio Azurara. Hoje é possível encontrar várias obras de Calixto em Santos. A Bolsa do Café, no centro, tem um vitral com um desenho dele e três painéis denominados A fundação de Santos. A Pinacoteca Benedito Calixto também reúne várias de suas obras. A partir de 1890 transfere-se para São Paulo. Calixto marca presença na primeira exposição de Arte Brasileira, promovida pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (1911-1912) e realiza várias obras sacras que estão distribuídas pelas igrejas da cidade. Mas esse não foi seu único tema. Calixto é considerado um dos melhores memorialistas brasileiros. Seu quadro Inundação da Várzea do Carmo hoje está exposto no Museu Paulista da USP (conhecido como do Ipiranga). Benedito Calixto morreu em 31 de maio de 1927 em São Paulo, mas está sepultado no cemitério do Paquetá, em Santos. Fonte: eptv.globo.com/nossascidades/interna.asp

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