Abraham Palatnik

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Abraham Palatnik

(1928)

Nascido em Natal / RN e, 1928. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
Estudou em Telaviv, nas escolas Herzlla e Montefiori, esta última de especialização em motores de explosão. Estudou pintura e história da arte no ateliê de Aron Ani, escultura com Sternshus e estética com Dr. Shor. Em 1948, continua sua orientação estética no Brasil com Mário Pedrosa. Em 1949, inicia pesquisas no campo da luz e do movimento. Expõe seu primeiro aparelho cinecromático na 1ª Bienal Internacional de São Paulo (1951), obtendo menção especial do júri internacional. De 1953 a 1955, participou do grupo Frente, envolvendo-se nas discussões sobre arte abstrata. Já nos anos 60, começou a produzir máquinas artísticas, nas quais peças coloridas ganham movimentos inusitados em função de um complexo sistema de motores e engrenagens.

Dedicou-se à solução de problemas técnicos e desenho industrial, desenvolvendo processos de controle visual e automático em indústrias. Em 1963, obteve o copyright para sua invenção de um jogo de percepção: Quadrado Perfeito. Em 1997, participou da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Seu reconhecimento é internacional. Ele consta do catálogo Art e Mouvement, organizado pelo Museu de Telaviv em 1965 (com colaboração da Galeria Denise René, Paris), no qual foi considerado um dos precursores da arte cinética no mundo.
IMPORTÂNCIA DE SUA OBRA
Palatnik foi um artista, um inventor, um revolucionário. Em 1951, seus trabalhos com aparelhos cinecromáticos quase não puderam participar da 1ª Bienal Internacional de São Paulo pois não sabiam em que categoria inscrevê-los. Acabaram entrando como pintura/escultura e receberam um prêmio especial de pesquisa. Os trabalhos de Palatnik já foram expostos em várias mostras no Brasil e no mundo. Ele inventou desde um novo jogo (misto de xadrez e damas) até um aparelho de descascar coco babaçu sem ferir a amêndoa. Passou do estudo da mecânica dos motores de explosão para a pesquisa de arte com a maior naturalidade, pois considerava a arte como um estágio natural da especulação científica. Dizia que a natureza nos rodeava de toda sorte de informações e que ele estava sempre procurando na natureza as suas informações mais secretas. É considerado um dos pioneiros da arte cinética.

Cronologia

Exposições Individuais

1960 - Rio de Janeiro RJ - Aparelho Cinecromático, no Museu de Arte Moderna

1964 - Saint Gallen (Suíça) - Individual, na Saint Gallen University

1964 - Ulm (Alemanha) - Individual, na Galerie Studio F

1965 - Düsseldorf (Alemanha) - Individual, na Galerie Hella Nibelung

1965 - Munique (Alemanha) - Individual, no Consulado do Brasil

1965 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Howard Wise Gallery

1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie

1965 - Washington (Estados Unidos) - Individual, na Pan American Union Gallery

1966 - Roma (Itália) - Individual, na Galeria d'Arte della Casa do Brasil

1971 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Barcinsky

1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino

1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento do Rio de Janeiro

1984 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Aplicada

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Aktuell

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na GB ARTe

1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na GB ARTe

1999 - Niterói RJ - Abraham Palatnik: retrospectiva, no Museu de Arte Contemporânea

2000 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nara Roesler

2002 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anita Schwartz

2002 - São Paulo SP - Pioneiro Palatnik: máquinas de pintar e máquinas de desacelerar, no Itaú Cultural

2004 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nara Roesler

2005 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anita Schwartz

2008 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Nara Roesler

2009 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Anita Schwartz Galeria

Exposições Coletivas

1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

1987 - Rio de Janeiro RJ - Ponte para o Século XXI, no Rio Design Center

1987 - São Paulo SP - 1ª Abstração Geométrica: concretismo e neoconcretismo, no MAB/Faap

1988 - Rio de Janeiro RJ - Exposição dos Protótipos do Concurso Uma Escultura para o Mar de Angra, na EAV/Parque Lage

1988 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Décio Vieira, na Villa Rizzo

1988 - Rio de Janeiro RJ - Papel no Espaço, na Galeria Aktuelll

1988 - Rio de Janeiro RJ - Uma Escultura para o Mar de Angra, na EAV/Parque Lage

1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP

1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1988 - São Paulo SP - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc Pompéia

1989 - Copenhague (Dinamarca) - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu de Charlottenborg

1989 - Niterói RJ - Pintores Construtivos, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

1989 - Rio de Janeiro RJ - Nossos Anos 80, na Casa de Cultura Laura Alvim

1989 - Rio de Janeiro RJ - Viva França, na GB ARTe

1990 - Brasília DF - Prêmio Brasília de Artes Plásticas, no Museu de Arte de Brasília

1990 - Rio de Janeiro RJ - Arte como Construção, no Rio Design Center

1991 - Rio de Janeiro RJ - Mário Pedrosa, Arte, Revolução e Reflexão, no CCBB

1992 - Porto Alegre RS - Mário Pedrosa, Arte, Revolução e Reflexão, no Centro Municipal de Cultura

1992 - Rio de Janeiro RJ - 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Satamini, no Paço Imperial

1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco Art, no MAM/RJ

1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP

1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus Zürich

1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil, 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA

1993 - Rio de Janeiro RJ - Direitos Humanos: pintando a solução, no MNBA

1993 - São Paulo SP - 23º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1996 - Niterói RJ - Arte Contemporânea Brasileira na Coleção João Sattamini, no MAC-Niterói

1996 - Rio de Janeiro RJ - Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP: construção, medida e proporção, no CCBB

1996 - São Paulo SP - Mostra inaugural, no Mercado de Arte e Cultura Silvia Curti

1997 - Porto Alegre RS - 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Fundação Bienal de Artes Visuais

1997 - Porto Alegre RS - Vertente Construtiva e Design, no Espaço Cultural ULBRA

1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC-Niterói

1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP

1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp

1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ

1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica - Máquinas de Arte, no Itaú Cultural

2000 - Madri (Espanha) - Heterótopos: médio siglo sin lugar 1918-1968, no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía

2000 - Niterói RJ - Coleção Sattamini: dos materiais às diferenças internas, no MAC-Niterói

2000 - Rio de Janeiro RJ - Quando o Brasil Era Moderno: artes plásticas no Rio de Janeiro de 1905 a 1960, no Paço Imperial

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna, na Fundação Bienal

2000 - São Paulo SP - Coleção Pirelli no Acervo do MAM: a arte brasileira nos anos 60, no MAM/SP

2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light

2001 - Rio de Janeiro RJ - 9ª Universidarte, na Universidade Estácio de Sá. Galeria Maria Martins

2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Rock Pop Brasil, no Paço Imperial

2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

2002 - São Paulo SP - A Forma e a Imagem Técnica na Arte do Rio de Janeiro: 1950-1975, no Paço das Artes

2002 - São Paulo SP - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

2002 - São Paulo SP - Geométricos e Cinéticos, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

2002 - São Paulo SP - Portão 2, na Galeria Nara Roesler

2003 - Brasília DF - Arte Brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem, no CCBB

2003 - Cidade do México (México) - Cuasi Corpus: arte concreto y neoconcreto de Brasil: una selección del acervo del Museo de Arte Moderna de São Paulo y la Colección Adolpho Leirner, no Museo Rufino Tamayo

2003 - Rio de Janeiro RJ - Fiat Lux: a luz na arte, no Centro Cultural da Justiça Federal

2003 - Rio de Janeiro RJ - Ordem x Liberdade , no MAM/RJ

2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte

2003 - São Paulo SP - A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no Espaço MAM - Villa-Lobos

2003 - São Paulo SP - MAC USP 40 Anos: interfaces contemporâneas, no MAC/USP

2004 - Madri (Espanha) - Arco/2004, no Parque Ferial Juan Carlos I

2004 - Porto Alegre RS - Hiper Relações Eletrodigitais, no Santander Cultural

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